segunda-feira, abril 6, 2020
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Hoje acordei chorando muito!

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Nº64| Para Refletir | Eric Pereira

Hoje assim que peguei o telefone vi a mensagem de uma cliente que me escreveu por volta das 5:40h da manhã dizendo que acordou chorando muito porque tinha tido um sonho (muito real) de que todos que ela conhecida estavam mortos e ela estava desesperada vagando pela rua com roupas rasgadas…

Falamos com calma horas depois e a minha pergunta para ela foi: O que tem assistido na televisão durante o dia e principalmente antes de dormir? E como eu desconfiava ela passou parte do dia vendo as mortes e notícias sobre o vírus e me contou que dormiu vendo televisão (maldita televisão no quarto) e teve estes pesadelos.

Precisamos falar mais alguma coisa?

Pessoas, tenho falado muito nisso nos últimos dias – Não fiquem desinformados, mas por favor desliguem a televisão e JAMAIS durma com ela ligada, pois a mente absorve a informação na mesma! Poxa vida, já não basta o que estamos todos passando, ainda precisamos alimentar ainda mais a mente com notícias ruins? Dar asas “negativamente” à nossa imaginação?

Não sei se acreditar (eu acredito) que somos como um grande e poderoso ímã e atraímos tudo que demasiadamente estamos ligados e infelizmente quando vejo pessoas assim tão conectadas nesta “nuvem” de notícias menos boas (ou melhor), nesta rede de notícias malditas, fico mesmo (pre)ocupado, pois sei que estão todas vibrando em uma frequência muito baixa! Poxa…. Vamos juntos construir uma nuvem melhor “por favor”, vamos espalhar mensagens positivas, vamos falar sobre acontecimentos bons! Acredite, eles existem! Olha que interessante:

Hoje almoçando com a minha esposa víamos o jornal (única hora que assistimos) e menos assim por pouquíssimo tempo e a âncora do jornal dizia que na Espanha já temos mais de 2400 mortes (se não me engano) e logo abaixo dizia que já passamos de 3.500 casos curados (se não me engado) e este dado ela não verbalizou, compreende? Com um tom de voz pesado e triste anunciou as mortes e mostrou sua preocupação, mas em nenhum momento ela falou sobre os casos curados! Caracas! Por favor, né?

É disso que estou falando há ANOSSSSSSS! Me deu vontade de falar um palavrão daqueles, aff! Somos grandes propagadores de notícias ruins e parece que dar notícias ruins nos faz “até” nos sentirmos melhor! A desgraça do outro será que ameniza a nossa? Quem sabe, né? Deve ser MESMO por isso que existem tantas fofocas no planeta…. Só pode! Que notícias ruins vendem mais que as boas, isso está claro pra mim e para você é também visível?

Enfim, procure cuidar da sua mente…. Faça isso pelos próximos 5 dias e depois me conte como está se sentindo – É óbvio que se sentirá melhor! E já agora, lembre-se que amanhã (quinta-feira) tem live terapêutica às 20h (horário de Portugal). Será no meu facebook e te espero por lá!

Até já,

4 passos para diminuir a ANSIEDADE

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Woman suffering an anxiety attack alone in the night

Nº63| Para Refletir | Eric Pereira

Hoje acordei com vontade de falar sobre ansiedade! De novo Eric? Sim! Eu sei que tenho falado muito sobre este assunto e peço desculpas se estou “incomodando” alguém, porém tenho recebido centenas de mensagens sobre pessoas que estão em casa e descrevem suas “crises de ansiedade” de maneira tão forte que chega a sufocar… E minha missão aqui escrevendo estes textos é justamente levar informação que pode fazer alguma diferença na vida destas pessoas que realmente precisam…

Um “agravante” penso eu, é o fato de estarmos vivendo neste momento isolados, sem saber o que vai acontecer nos próximos dias e meses e claro que estarmos em casa 24horas por dia pode “infelizmente” trazer algum “sufoco”, pois não estamos habituados (pelo menos a maioria) em estar nesta situação.

Veja um exemplo prático, já estou acostumado a trabalhar em casa, já que atendo pessoas online, tenho uma ótima estrutura em casa para atendimento, porém estou acostumado a viajar duas vezes por mês e hoje faz 16 dias que não viajo e mal saio de casa, então às vezes abro a janela e respiro fundo rssss, sinto o vento no rosto, fecho os olhos e penso: Está tudo bem, Eric…. Tudo bem! E logo recupero a minha sanidade! Rsss.

Pra mim (Eric), a grande sacada disso tudo é tomarmos consciência do nosso diálogo interno, pois se algo não está bem aí (dentro) pode apostar que está tendo algum tipo de diálogo menos bom e acredito que estes 4 passos que vou apresentar, podem ajudá-lo a equilibrar as coisas e a diminuir a ansiedade.

Vamos lá?

1. Cuidado com a Televisão

Neste momento até as programações normais (entretenimento) têm sido suspensas para ouvirmos notícias sobre este “inimigo invisível” e cuidando com isso, pois nos primeiros dias estava ligado na telinha e infelizmente tive até pesadelos de noite! Não estou dizendo para você não acompanhar as notícias, mas separe 30 minutos para saber e aproveite o dia para outras coisas, pois a televisão pode ser mesmo prejudicial.

Tem pessoas que fazem PIOR, deixam a televisão ligada e vão fazer outras tarefas e a mente vai absorvendo tudo aquilo que está dito e dito e dito mais uma vez e como quer se sentir bem depois de ouvir tantas “desgraças”?

2. Exercícios

Faça exercícios em casa! Tem pessoas reclamando que não podem caminhar, correr ou ir ao ginásio e com isso ficam em casa sem fazer nada “ou” pior, alimentando a mente com notícias ruins (item 1) e tendo diálogos internos do tipo: “E se todos se contaminarem?” “e se o vírus mudar e matar todas as idades e se espalhar mais rápido?” Poxa, vamos lá! Arraste os móveis em casa e faça algumas flexões, busque vídeos na internet (está cheio destes vídeos) que incentivam tais exercícios! Força e vou dizer aqui o que tenho dito a todos os meus clientes, não precisa se exercitar por 1 hora, mas precisa ter consistência – Faça 15 minutos diários e acelerados! Transpire a camisa por apenas 15 minutos e assim estará colocando “ação” para o seu corpo e mente.

3. Fortaleça o autoconhecimento

E aqui incluir ouvir podcasts, assistir lives, vídeos, fazer cursos online, ver palestras, programas, ler bons livros, ver documentários – Alimentar MESMO a mente, pois quando vamos abandonando a escuridão da (ignorância), vamos sem nenhuma dúvida ganhando superpoderes e super recomendo que pesquise sobre assuntos diferentes diariamente, para quê Eric? Para somar, para aprender, para exercitar a mente, para educar e principalmente para aprender melhor, reaprender e aprender de novo. Isso simplesmente faz “a” diferença na nossa vida!

4. Durma melhor

Demorei alguns anos para compreender a importância de dormir bem e confesso que boas noites de sono fazem uma diferença incrível na vida daqueles que desejam vivem de bom humor e equilibrar o jogo da ansiedade X tranquilidade e alguns detalhes podem fazer muita diferença:

a) Garanta que o seu quarto esteja organizado, arrumado e bem limpo.
b) Tome um banho quentinho antes de ir para a cama
c) Não leve o celular para a cama em hipótese nenhuma e não negocie isso, deixe carregando longe do alcance das suas mãos (por favor).
d) Antes de dormir tome um chá quentinho, pouco açúcar ou nenhum (Eu prefiro nenhum).
e) Ao deitar, faça as suas orações, agradecimentos e procure respirar de maneira tranquila e ao inspirar “e” expirar, procure por favor trazer para os seus pensamentos, imagens e sons agradáveis e vá respirando cada vez mais tranquilamente, mandando uma mensagem para a sua mente que você está no controlo…. Devagar…. Se ajudar, ouça um áudio de relaxamento ou música…

5 (Dica Extra)

Estou disponibilizando gratuitamente um dos meus programas terapêuticos mais utilizados nos últimos meses – Menos Ansiedade e se quiser pode entrar no sistema e fazer o programa todo sem pagar nada – É a maneira que nós encontramos de ajudar nesta fase menos boa as pessoas que se sentem ansiosas.

Funciona assim: Entra neste link: https://tinyurl.com/vve2azk, faz o seu cadastro e receberá por email um link para aderir a plataforma e depois é utilizar o programa que funciona por áudios! Assista o vídeo “dentro da plataforma”, compreenda como funciona, ouça os áudios de introdução e espero que lhe ajude como já ajudou centenas de pessoas e se souber de alguém que precisa deste sistema, divulgue para chegarmos a mais pessoas.

Gostou das dicas? Escreva aí de 1 a 10.

Uma coisa é CERTA! Está tudo ERRADO!

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Nº62| Para Refletir | Eric Pereira

Vou pular a parte onde falaria que estamos vivendo dentro de uma enorme mudança e blá blá blá, pois acredito que já esteja ouvindo isso por tantos meios diferentes que deve já ter gravado aí no seu inconsciente, né?

Olhando friamente para a situação atual, vejo que uma coisa é certa, está tudo errado! Este movimento que todos estamos fazendo, sendo quase que “forçados” a nos isolarmos, já deveria ter acontecido há muito tempo e não por uma ameaça invisível e tão letal como este vírus, mas por iniciativa nossa, raça humana, seres pensadores, animais racionais! Porém nunca fizemos nenhum movimento deste tipo para desacelerarmos, nunca cuidamos tanto da nossa higiene como agora!

Isso me faz lembrar de uma história que aconteceu comigo e garanto que já deve ter acontecido com alguns de vocês, se não com todos!

Fazia pouco mais de 2 anos que eu e a Paula tínhamos fundado o Instituto Ponto de Equilíbrio, eu recebia clientes na unidade da madeira vindos de vários lugares da Europa, sessões online, fazia palestra com 300,400,500 pessoas mensalmente (pode ver as fotos no meu facebook) e na época ainda escrevia para 6 revistas diferentes, trabalhava no meu primeiro livro e achava que era “o” cara, até adoecer e ficar em casa muito mal por 12 dias. Nos primeiros 5, só pensava como poderia suprir tudo que estava fazendo naquele estado e ali aprendi uma lição (1º vez), eu precisava abrandar.

O tempo passou e esqueci daquilo e fui acelerando, aumentando o ritmo até que lá estava eu e agora com mais uma unidade do Instituto no Porto e outra em Lisboa e atendendo 10 dias diretos na unidade da Madeira, e depois de uma destas minhas viagens para a Madeira e ter atendido 84 pessoas, chego a Lisboa e no dia seguinte sinto uma falta de ar, vou parar no Hospital onde sofro um pneumotórax e passo por uma cirurgia. 8 dias depois mais um e mais uma cirurgia e por 6 meses fiquei em casa descansando, desacelerando, reaprendendo a dormir, a fechar os olhos e relaxar, a meditar.

Entende onde quero chegar?

Quando não cuidamos de nós, o Universo se encarrega de cuidar e na minha opinião é exatamente o que está acontecendo neste exato momento da nossa vida! Não lemos os sinais, continuamos cada vez mais acelerando a nossa vida, a dos outros, ignorando a nossa saúde, construindo ritmos cada vez mais acelerados, dormindo mal e vivendo ligados no “piloto automático”, sem contar o mal que estávamos fazendo ao mudo, né? Poluindo, estragando, desrespeitando e sinceramente se não “nos” respeitamos, como vamos respeitar o outro, né? E o planeta? Nem pensar!

O Universo arrumou uma maneira dentro dos seus mistérios e nos parou! O mundo inteiro está parando, desacelerando e alguns estão aprendendo, alguns estão compreendendo e acredito MESMO que depois que tudo isso passar, nunca mais seremos os mesmos! Ops! Calma, algumas pessoas (e espero que seja a maioria), nunca mais serão as mesmas, pois terão despertado, acordado, saído deste piloto automático, desta “escravidão” e espero muito que seja para nunca mais cair dentro este ciclo vicioso.

Uma coisa é certa! Está tudo errado, mas sou daqueles que ainda acredita que podemos consertar, estruturar, curar e se você também acredita nisso, por favor faça a sua parte e não estou apenas falando para ficar em casa! Estou falando para se cuidar, se entregar, aprender, se superar, melhorar.

Liberte-se!

Escolhas Conscientes

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Watching the news on digital tablet

Nº61| Para Refletir | Eric Pereira

Hoje acordei pensativo! Muito pensativo e acredito que chegou a hora de fazermos escolhas conscientes e peço por favor que leia com atenção esta dica terapêutica.

Estamos todos a nível mundial passando por uma situação nova, diferente sem temos a menor ideia do que realmente vai acontecer nos próximos dias ou meses e quanto mais ouço especialistas e leigos a expressarem suas opiniões, mais confuso eu deste lado fico e não sei você, mas acredito que ninguém estava preparado para uma situação como esta e não estou falando, apenas em estarmos em casa “isolados”, mas estarmos isolados “e” sem sabermos o que vai acontecer amanhã.

Confesso que ontem meu dia foi extremamente irritante, acordei com um mau humor nível 15 (de 1 a 10), e procurei me afastar de todos, não atendi chamadas telefónicas, não respondi a maioria das mensagens e nem o #podcast365 fiz, porém depois de passar por este mau humor “talvez” sem sentido, acordei cheio de garra, de vontade e decidi que serei irritantemente feliz (Rindo alto aqui), pois é estranho falar em ser irritantemente feliz, né? Mas quando uma pessoa é feliz em tempo integral, às vezes ela nos irrita, pois ninguém pode ser tão feliz assim!!! Kkkkkkkkkk……

O facto é que acredito que está na hora de tomarmos decisões conscientes e quando utilizo a palavra “consciente”, eu quero dizer MESMO de maneira consciente, clara, sóbria! Adoro esta palavra “sóbria”, é tão forte, não acham? Amo-a! Presenciei milhares de vezes pessoas falando sobre estarem conscientes, enquanto estavam cheias de ego, de raiva, de medo e às vezes até cheias de “si mesmas” e não vejo isso como consciência plena e sim, como uma máscara que pode fazer “algum” sentido no momento e sim, somente no momento.

A situação atual é um convite para nos despirmos de qualquer película que foi construída com o tempo para nos protegermos e não se preocupe “se” acha que ao se despir, se tornará uma pessoa vulnerável! Pode ser que descubra que sempre esteve vulnerável por estar usando estas “películas de proteção” ou melhor dizendo película de (falsa) proteção, pois nunca nos protegeu, apenas nos afastou de sermos quem realmente somos.

Atendo há 21 anos e neste tempo o que mais vejo são pessoas que constroem vidas paralelas e até compreendo que cada um tem seus motivos para não assumir o seu real papel neste mundo de películas nada verdadeiras, mas será que não está MESMO na hora de assumirmos? Será que não está mesmo na hora de fazermos algo diferente?

Escolhas conscientes na minha opinião!

As pessoas de ponta a ponta do globo estão se reinventando e descobrindo coisas incríveis sobre elas mesmas, pois estão tendo a oportunidade de estarem consigo e mesmo que a maioria não esteja acostumadas, parece que os dias estão se tornando mais longos, aprenda a observar e se fizer escolhas conscientes vai logo começar desacelerando a sua mente! (Isso é mesmo importante).

Não estamos em momento de aumentarmos “a crise”, de sentirmos medo, de mergulharmos dentro do vazio, nãoooooo! Estamos em momento de melhorarmos imediatamente nos nossos pensamentos, ajustarmos a frequência, acreditarmos, colaborarmos, fazermos por onde e só conseguimos se fizermos escolhas conscientes.

Alimente a sua mente, respire devagar e faça isso conscientemente mais vezes ao dia e sinta-se bem!

Se quiser me ouvir pelo #podcast365, segue aqui um dos caminhos que levam até meus áudios. São gratuitos e recomendo que ouça um por dia!
https://soundcloud.com/ericpereiraoficial

Nos encontramos em breve,

Ela se castigava todos os dias.

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Nº60| Para Refletir | Eric Pereira

Encerrei uma série de atendimentos recentemente e achei interessante partilhar aqui, pois quem sabe pode estar passando pela mesma situação! Em algum momento da sua vida, você já se castigou por algo que sentia? Uma culpa talvez…

Apesar de acreditar que exista uma série de maneiras de se castigar, quero falar um pouco sobre uma cliente de 36 anos que terminei de atender há poucos dias. Tivemos juntos por 16 sessões, sendo 2 presenciais e 14 online e quando ela me procurou foi para dizer que não aguentava mais viver, que sentia muitas dores pelo corpo e já na sessão de avaliação percebi que o seu sofrimento estava trazendo tanta dor que ela sempre arrumava uma maneira de se torturar, de se castigar.

No caso dela houve uma separação e ela passou os últimos dois anos acreditando que tinha “culpa” por seu marido a deixar por uma menina mais nova. Sentia-se tão mal que começou a comer exageradamente todos os dias e claro que com isso ganhou peso, borbulhas pelo rosto, dores de estômago frequente que eram a soma de medicamentos, bebidas alcoólicas e comida errado.

Por mais que as suas amigas a incentivassem a sair de casa e viver a vida, ela só conseguia olhar para as redes sociais e ver a felicidade que “ele” tinha e que ela nunca conseguiu fazê-lo tão feliz, como esta jovem fazia e o mais curioso aqui é que ela em nenhum momento falava dela, apenas dele. Na cabeça dela, ele era uma vítima que não suportou esta relação…e ela? Claro que ela era a culpada, a vilã má! E inconscientemente foi se castigando e se tornando tudo aquilo que ela já trabalhava mentalmente, compreende?

Em uma de nossas sessões descobri que às vezes ela pegava uma gilete e se cortava, se mutilava e normalmente isso acontecia quando ela via uma postagem deles que transmitia felicidade absoluta, houve inclusive uma época em que até pensou em tirar a própria vida e repetia compulsivamente em seus pensamentos que era melhor morrer do que encontrar outra pessoa e fazê-lo sofrer.

Foram muitas sessões, muito trabalho de casa e algumas chamadas mais duras, mais firmes, mas agora ela está muito bem mesmo e em nossa última sessão ela me disse algo que me incentivou a estar aqui: “Nunca imaginai que estava me escravizando, nem mesmo que tinha vivido uma relação tão tóxica. Obrigada por me devolver” e isso me faz pensar quantas pessoas se perderam de si, porque em algum momento entraram na história errada e começaram a viver um papel que nunca lhes foi atribuído. Quem medo, né?!

Existem muitas maneiras de nos sabotarmos, de nos machucarmos e um deles é comendo compulsivamente, mas poderia ser bebendo, se drogando, se medicando além do recomendado, se mutilando e também existem outras torturas que ao meu ver são mais silenciosas e fazem com que a pessoa morra todos os dias um pouquinho, que é sorrindo para o mundo e se torturando por dentro.

Já tive a oportunidade de atender muitas pessoas que por se sentirem culpadas alimentavam suas mentes com os piores pensamentos e viviam constantemente focadas no passado. Por mais que a maioria das pessoas não reparasse, estas pessoas, infelizmente gritavam em silêncio e não existe nada tão doloroso do que sofrer e não poder falar nada. Já ouvi muitas pessoas falarem de seus pesadelos, de noites aterrorizantes e mal dormidas e de momentos onde parecia que o chão se ia abrir e tudo seria sugado para um buraco negro e vazio.

Atenção aqui! Todos nós cometemos erros nesta vida e realmente alguns parecem maiores do que outros, mas sermos responsáveis por…. E sermos culpados por… São coisas muito diferentes, pois quando assumimos a responsabilidade, de alguma forma tratamos de compreender, de corrigir de ajustar “e” de não cometer os mesmo erros daqui para frente, agora quando carregamos a culpa (e não temos como definir melhor), nos sentimos sujos, pesados, irresponsáveis, sentimos vergonha, muitas vezes perdidos que “parece” que precisamos de um corretivo e vamos aos poucos nos machucando fisicamente e mentalmente.

Vou dizer algo de coração aberto,

Não se machuque! Não se castigue! Não alimente a sua mente com pensamentos menos bons! Ninguém merece sofrer, muito menos viver dentro “do” sofrimento, então por favor tome uma ou várias respirações lentas e calmas, se olhe no espelho e se pergunte: “Oi! O que está fazendo com você?” Olhe com carinho, com atenção para a sua vida, por favor.

Não se castigue! Se cuide, afinal Deus te fez perfeitamente imperfeito e isso é o melhor de tudo, pois durante a vida vamo-nos aperfeiçoando, melhorando, evoluindo e com certeza aprendendo e ensinando.

Se machucar, não te levará a nenhum aprendizado, pelo contrário, apenas te fará sentir-se mal, então cuide o máximo que puder, ok?

Até já,

Vamos SUPERAR esta fase também!

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Nº59| Para Refletir | Eric Pereira

Lembro de uma vez estar sentado no canto da minha sala, fumando a segunda carteira de cigarro e desesperado porque algo terrível tinha acontecido em minha vida. Naquele dia eu achei que não sobreviveria mais um dia, pois tinha uma dor tão grande no peito que me consumia. Tinha sido traído. Depois disso outras situações menos boas aconteceram em minha vida e também tive sensações que não suportaria e aqui estou eu!

Todos nós passamos por momentos (menos bons), nesta vida e gosto de acreditar que estas fases (muitas vezes criadas por nós) são passageiras e para passar mais rápido, precisam de 3 importantes decisões:

1º Consciência
Quanto mais você tiver consciência do que está acontecendo melhor e sem dramas, ok? É mesmo olhar para a situação e perceber qual a sua parcela de responsabilidade dentro do que está acontecendo, ter a sensibilidade de ver por ângulos diferentes e compreender se é mesmo grave, se pode ser resolvido, amenizado ou qual à situação real! Isso é ganhar consciência.

2. Referências
Como eu disse no início do texto, já tive situações péssimas nesta vida, mas hoje quando algo (menos bom) acontece tenho gravado na memória as fases que ultrapassei e isso me ajuda a “diminuir” o mostro que às vezes crio na minha mente “que” às vezes mente, compreendeu? Busque todas as memórias possíveis de situações que superou e repita em voz alta para você: “Eu também superarei esta fase e independente do que seja faça a sua parte.

3. Mantenha a calma
Ninguém consegue resolver algo no mesmo estado em que o criou! Ops, deixa explicar melhor! Precisamos nos manter calmos, tranquilos, sóbrios para resolver qualquer situação (menos boa) nesta vida e sem medo de errar eu digo que (mesmo) dentro de dificuldades, (isso é muito particular, de cada um e cada situação), precisamos oxigenar o cérebro, respirar de maneira tranquila e pensar com tranquilidade, pois caso contrário cometeremos mais um erro e resolver um “erro” com “outro erro” é mesmo um empilhamento de problemas.

Atenção aqui que sei que muitas vezes nos sentimos completamente “impotentes” diante de algumas situações e sei na pele como é isso, sei que algumas pessoas se perdem, não conseguem pensar direito e entram em pânico, mas tudo o que precisa é o “contrário” disso. Minha maior dica para os meus clientes sempre é: “Consegue esperar um dia ou dois?” Porque às vezes precisamos é de deitar a cabeça no travesseiro e deixar a mente esvaziar um pouco…. Dormir, apagar ou levar a mente para outro lugar e não o estou convidando para agir como irresponsável, mas precisa sair da ilha para ver a ilha, se não, não compreenderá isso.

Pra mim, meditar é sempre uma das melhores soluções, mas se está dentro do caos, talvez não enxergue isso, quem sabe ver um filme, conversar com amigos, mas precisa (na minha opinião) se afastar um pouco para enxergar tudo de uma forma melhor. Eu já testei isso mais de uma vez e tenho centenas de clientes meus que utilizam este método e todos com sucesso. Alguns relatam ser mais difícil na primeira vez, mas na sequência sentirá que é importante.

Infelizmente muitas pessoas só conseguem enxergar o lado negativo de todas as situações! Algumas “ainda” além de enxergarem o lado negativo, ainda alimentam de forma incrível este lado negativo, quase que desejando que aconteça o pior para dizerem a todos: “Eu disse!!! Eu sabia!!! Eu avisei!!!” Eu me entristeço quando estou diante de pessoas assim e claro que atualmente a minha consciência de terapeuta me diz que estou aqui para isso também – Ajudar as pessoas a mudarem seus comportamentos mentais, mas é difícil atuar, quando as pessoas não estão dispostas a serem realistas com elas próprias e assumirem que precisam passar por algum processo transformacional.

A cada dia que passa (eu) vou melhorando, ajustando, corrigindo, compreendendo melhor certas verdades que eu elegi como “verdades absolutas” e é exatamente neste processo de evolução que me concentro e acredito que deva nesta fase olhar o cenário MAIOR! Ver onde muitas vezes as pessoas não estão vendo e para mim é mais do que claro que a maioria olha apenas e especificamente para “o facto” e se conseguir olhar para o cenário maior, sentirá com certeza que existe uma enorme diferença e conseguirá inclusive acreditar que isso também vai passar…

Desejo aqui que hoje seja o primeiro de todos os outros dias onde estará mais atento e inspirado a ultrapassar esta e todas as fases que vierem e se precisar de ajuda não se envergonhe em pedir, fale com seus amigos, com quem confia e admira e acredite que às vezes falar pode ser importante, principalmente porque quando fala, você é a primeira pessoa a se ouvir e isso é incrível.

Até já,

Quando o AMOR acaba?

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Nº58| Para Refletir | Eric Pereira

Já recebi inúmeras vezes esta pergunta e sempre que respondo: “Ele não acaba! Se “algo” acabou, podia ser muita coisa, mas não era amor!” Em algumas vezes sou criticado por responder desta maneira e já pensei que o meu lado “romântico”, pode estar aqui falando mais alto, mas como é possível acabar algo que é tão profundo e incrível?

Eu já me confundi e achei que amava e achei MESMO! Até perceber que tudo ficou estranho e busquei este “amor” em sinais que acreditava ser amor, até conhecer a mulher que hoje sei que amo! Mas até chegar aqui tive muitos momentos mergulhado “em sofrimento”, descobri somente depois, e põe depois nisso, que tive tudo (menos) amor em minhas outras relações.

Tive uma época da minha vida que decidi trabalhar com casais e foram os 11 meses mais complexos da minha vida, pois atendi centenas de casais e este é sim um tema muito complexo (penso eu), pois a “carência”, a “dependência”, o “medo da solidão” e até a “empatia” e “carinho” são muito fáceis de serem comparados com amor e por favor, lembre-se que não sou um especialista em “amor”, apenas tenho uma forte opinião terapêutica pelo tema “e” já vivi fases menos boas que foram sim, confundidas com amor e sabe que estar com estes casais até que me fez bem? É, enriqueceu muito as coisas “aqui” dentro, mas na época não pensava de todo assim…

Já atendi muitasssssss mulheres que relatam seus casamentos como “fracasso total”, fuga para sair de casa, falta de opção, baixa auto estima, até dizem “melhor ele do que sozinha” e tantas outras coisas que nem seria muito elegante compartilhar, mas quando perguntava porque é que elas ainda continuavam casadas, a maioria dizia coisas do tipo: “Quem vai me querer agora?”, “Depois de tantos anos, largar o osso?”, “E o que farei da minha vida?” “Não quero estragar a minha família” e respeito os motivos de todas elas, apesar de não concordar, mas respeito e até compreendo a dificuldade que deve ser recomeçar do zero dentro do campo amor, mas uma coisa sempre disse a todas elas: Então pelo menos se ame! Se valorize, se reinvente e sinta-se realmente uma pessoa especial!

Eu acredito que o verdadeiro amor, nunca acaba! Ele pode até ficar de lado, ser esquecido, ser deixando para amanhã por distrações, ego ou coisas que ocupam a na nossa mente e nos fazem viver (pre)ocupados e tensos, mas sinceramente se olharmos com atenção e colocarmos um pouco de emoção, de atenção, ele nasce mais rápido que qualquer outra coisa, ou melhor… “ele não nasce”, ele volta!

Infelizmente o mundo de hoje é extremamente competitivo e estamos muitas vezes ocupados com tantas coisas que esquecemos de como tudo começou, mas se quer uma dica poderosa, volte a lembrar de como tudo começou…. Lembre-se dos momentos que ficava sem fôlego, que sentia emoção, saudade, tesão, vontade e que às vezes se sentia mesmo fora do ar….

O amor não acaba…

E se sente que ama verdadeiramente, eu vivamente digo que deve resgatar cada momento… Às vezes ouvindo algumas clientes falarem sobre suas decepções na vida amorosa, fico realmente triste, pois existem algumas coisas que acredito que todos nós deveríamos viver pelo menos uma vez nesta vida e uma delas é a oportunidade de amar, de sermos amados e entendo que a fase da paixão é muitas vezes avassaladora, mas o “amar”, o “ser amado” é melhor ainda, pois é mais forte, mais sólido, cheio de certezas e a vida se enche de alegria…difícil até de descrever aqui…. Porém sei que os entendedores, entenderão….

E se por algum motivo a sua vida (conjugal) esteja mais distante e acredita que exista amor, não se mantenha afastado, não se isole, não troque… Ao invés disso se liberte, mergulhe na relação, compreenda o que se passa, melhore sua comunicação, fale e aprenda a ouvir!

Outro dia uma cliente me dizia que depois de 28 anos de casada, achava que o amor tinha acabado! E depois de muita conversa (entre nós), ela percebeu que estava achando de mais, mas nunca perguntou a ele, nunca teve a coragem de conversar e assim o fez. Na sessão seguinte ela me disse que ele riu, que a abraçou como há muito tempo não fazia e disse que a amava e talvez ali naquela relação tudo que faltava era um dos dois tomar a iniciativa de reaproximar e agora estamos na fase de construir uma vida melhor. Na última sexta ela me escreveu dizendo que estão conversando mais e ela o convidou para ajudar no jantar e ele foi…

Acredite no que vou dizer aqui!

Às vezes é uma questão de iniciativa, de usar as palavras certas, de dizer com um sorriso no rosto, às vezes é o “toque” na pele, o olhar nos olhos e com absoluta certeza saber ouvir, ler os sinais enviados pela outra pessoa. Puxa vida, como isso é verdadeiro! Às vezes vamos dentro do “mundo casal”, construindo mundos diferentes e isso é muito fácil de acontecer e entramos em uma zona de conforto incrível e ficamos ali, cada um acreditando que está dando seu melhor e invertendo as “prioridades”. Quer ver um exemplo claro disso?!

Lembro de atender um casal no meu consultório no Funchal (2018), onde ele dizia que estava fazendo tudo para aquele casamento dar certo, pagava as contas, colocava comida dentro de casa e ainda poupava algum para a velhice dos dois. Já ela dizia que estava fazendo a sua parte, pois criou os 2 filhos, cuidava da casa e todos os dias colocava a comida na mesa “e” ele durante estes anos todos sempre teve tudo quentinho…. Engraçado, né? Ambos estavam fazendo sua parte como casal que assumiu papéis em um lar, mas onde estava o amor? Ele existia? Claro que simmmmm! Nestas ações que cada um fazia, porém, a comunicação deles não era suficiente! Poxa vida, é tão difícil assim de entender?

Trabalhamos o que estava fora da “zona de obrigações” assumidas e logo construímos um ambiente delicioso para ambos, eles aprenderam a se ouvir e mais uma vez a comunicação mudou toda aquela relação. Não sei você, mais eu acho isso MESMO lindo!

Eu entendo que existem muitos casais que estão juntos “e” no início ficaram por muitos motivos, (menos) porque se amavam e cada caso é um caso, mas para eles sempre digo: “se não existe amor, que exista respeito, que exista cumplicidade, que existam bons diálogos, pois ninguém merece conviver com pessoas tóxicas, doentes e problemáticas.”

Mas eu deste lado continuo acreditando que o amor pode estar em todos os lugares que pode surgir de formas muito diferentes e o que é amor para mim, pode não ser para você, porém defina como definir, dentro do AMOR, não existe espaço para o medo, para o afastamento, para o depois, para gritos, para a razão e muito menos para disputas onde apenas um ganha! Na minha opinião, no amor vivemos bem, em paz, em Sincronicidade.

Desejo que continue amando, resgatando, aumentando, melhorando, recebendo, entregando, amando de todas as maneiras que conseguir amar e quando sentir que tudo está fluindo…. Ahhhh, neste momento perceberá que neste “fluir” existe amor!

Até já,

Quer melhorar a sua vida?

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Nº57| Para Refletir | Eric Pereira

Esta é uma daquelas perguntas que parecem estranhas de se fazer, porque acreditamos que a resposta sempre será SIM! Quando eu a faço em minhas palestras, penso que 95% das pessoas levantam a mão e as 5% que não levantam é por pura preguiça, mas também querem e claro que quando dizemos sim a esta pergunta, logo queremos saber como? A que preço? Então hoje resolvi te entregar um dos segredos das pessoas de grande sucesso. Porém, quero logo no início te dizer que este deve ser um daqueles artigos grandes, ok? Apesar de ainda estar no começo, estou cheio de vontade de compartilhar esta informação e se estiver cheio de vontade de aprender também será especial.

Vamos lá?!

Estou muito habituado a desenvolver trabalhos em grupo e individuais cujo objectivo é o de ajudar as pessoas a melhorarem suas vidas, porém quando as entrevisto gosto imenso de compreender o que significa “melhorar”, “transformar”, “mudar por completo”, pois acredito que as palavras possuem um significado diferente para cada um de nós e às vezes me deparo com pessoas que estão em busca de melhorar, por exemplo, o tempo para estar com a família e só isso (ponto). Outras possuem uma lista de pequenas coisas que acreditam que se mudarem, mudam todo o seu mundo e em ambos os casos as pessoas estão certas. É a visão de cada um.

Eu deste lado quando penso em melhorar, já penso em algo mais contínuo, em todos os aspectos da vida e gosto muito de “estimular” meus clientes a avançarem um pouco mais e sempre quero que eles compreendam que podem provocar muitas melhorias em muitos setores de sua vida e gosto muito de acreditar que o meu papel como Coach e terapeuta não é apenas de executar o que a pessoa deseja, mas sim ajudar dando o meu melhor para que ela também consiga performar melhor em todos os ambientes de sua vida.

Sou Master em Programação Neurolinguística e utilizo imenso a PNL na minha vida e de meus clientes e uma das coisas que mais gosto em meus estudos é compreender como as pessoas de sucesso pensam e agem e “modelar” estes processos já me levou a mudar de patamar muitas vezes e digo muito que os “campeões” possuem algo muito em comum e quando digo campeões, me refiro as pessoas que vencem na vida e pode ser em um ou vários setores da vida, ok?! E sabe qual é este algo em comum? Elas buscam uma coisa muito especial:

Melhoria Contínua

É interessante como estas pessoas utilizam a melhoria continua como principal objetivo para alcançar os melhores resultados na vida e vou explicar o que é e porque faz tanta diferença.

Eles acreditam (e muito) que os resultados não precisam ser atingidos todos agora, ao mesmo tempo e nem que para isso você precisa fazer tudo rápido e hoje, muito pelo contrário, eles acreditam que tudo deve ser melhorado continuamente. Que ver um bom exemplo? Um cliente me disse outro dia que estava ganhando consciência do seu processo de vida e sentiu que perdeu imenso tempo e que precisava de iniciar uma dieta e ir urgente para o ginásio. No dia seguinte cortou os hidratos e treinou por 2 horas, no dia seguinte a esse fez a mesma coisa e já anunciava aos 4 ventos as suas incríveis mudanças. Já no terceiro dia, mal conseguia sair da cama com dores e sentia-se nervoso pela alimentação restritiva…ele foi logo ao extremo, compreende?

Na filosofia destas pessoas, a melhoria contínua significa melhorar continuamente, mesmo que seja um pouquinho. Então se deseja melhorar algo, comece agora, mas vá fazendo e vá melhorando dia, após dia, então pode começar a fazer pequenos exercícios em casa quem sabe e apenas 15 minutos e depois caminhar mais 10 minutos aí perto de casa mesmo e se for melhorando isso gradativamente é possível que consiga chegar a fazer uma meia maratona (se estiver dentro de suas metas), porém esta performance tem seu tempo e a melhoria vai acontecendo.

Eu escrevo “profissionalmente” há 5 anos e sinceramente acredito que hoje a minha escrita é mais consistente, mais clara, sinto que tenho um jeito particular de escrever e gosto de acreditar que levo o leitor a pensar e pensar de você e a minha maneira única não foi conquistada escrevendo 30 dias seguidos, nãoooooo!!!

Escrevi uma vez por semana e depois escrevi por 30 dias em um desafio que eu propus e foi muitoooo difícil, depois ficava muitos dias sem escrever nada nadinha e depois escrevi por 365 dias seguidos, escrevi 3 livros e hoje quase que todos os dias contribuo com algum texto e pelo número de pessoas que me escrevem, sinto que estou em “melhoria contínua”. O Eric do mês de fevereiro, já não é o mesmo de Março, então significa que melhorei, que amadureci, cresci e é normal que o meu texto ganhe com isso, compreende tudo que quero dizer aqui?

Convido-o a olhar com atenção para algo que quer muito na sua vida! Olhe mesmo com atenção e depois faça a seguinte pergunta: O que tenho feito diariamente para melhor isso? Se pensar muito é porque nem tem isso sob controlo, não está consciente para isso, então volte a olhar com mais atenção e pergunte-se novamente!

Não faz um mês que atendi uma mulher que me pediu ajuda para fazer a sua transição de carreira. Ela é professora e quer ser terapeuta e já quer isso há 9 anos. Perguntei o que ela tem vindo a fazer para que isso aconteça e ela me perguntou: “Como assim? Não entendi a pergunta?” Compreende? No mínimo se ela já quer isso há 9 anos, ela deveria estar fazendo cursos, lendo livros sobre, buscando saber como funciona e na verdade depois de 9anos querendo agora ela quer saber por onde iniciar, então não se trata de uma “transição de carreira”, se trata no máximo de umas sessões de coaching para orientá-la a iniciar este processo.

Há uns anos atrás eu estava almoçando com meu amigo Miguel Cocco e eu falava sobre a minha vontade de ser escritor e ele afastou nossos pratos da mesa, tirou os copos, sacou uma caneta e olhou para mim e perguntou: “Então me diga tudo que está fazendo para se tornar um escritor? Está escrevendo diariamente? Tem vivido um dia como um escritor? Aliás como vive um escritor?” Me encheu de perguntas e não eu soube responder nenhuma delas, porém naquele dia ele me ajudou a iniciar meu processo!

Entende o que digo? Peraí, viver como um escritor? Simples, mas jamais tinha pensado nisso. Eu hoje vejo claramente que não é fácil passar 3, 6 horas do dia só a escrever e diariamente me dedico fielmente a escrever por 2 horas e claro que às vezes é muito mais e a cada dia a “melhora contínua” me mostra que é assim que chegamos lá e não de outra maneira! É um passo de cada vez que damos a volta ao mundo e não adianta querer inventar mil maneiras diferentes que poderá até chegar lá, mas a que preço? Chegar lá sem ao menos se lembrar do caminho que percorreu? Sem aproveitar “o” caminho? Sem viver “a” experiência? Não, né…

Ao longo da vida percebi que quanto mais claros eram os meus objetivos, mais chances de atingi-los eu tinha! Então comece por aí – clarificando tudo…. Compreendendo o que acontece neste exato momento consigo (se ponto A), deixe claro onde quer chegar (seu ponto B), como quer chegar, em quanto tempo quer chegar e quem quer ter ao seu lado quando chegar, quem quer ter no caminho entre um ponto e outro.

Lembre-se que quanto mais claro for melhor e uma recomendação que dou a todos sempre é que procure imaginar como quer se sentir durante o processo e quando chegar lá! Qual a sensação que deseja ter ao alcançar o objetivo maior? Pegue tudo isso e coloque na sua “melhora contínua” e aos poucos vá fazendo acontecer, com emoção. Acredito que quando fazemos diariamente dando o nosso melhor, colocando mesmo a nossa emoção isso se torna intenso, verdadeiro, único!!!

Quer melhorar a sua vida?

Saiba que existem melhoras (a maioria) que o preço é mesmo alto e não estou falando “s”” de dinheiro, ok? Claro que existe melhorar que o dinheiro tem que ser investido, mas estou falando de “dedicação” por exemplo, de persistência! Melhora contínua significa inclusive compreender que as coisas não acontecem da noite para o dia e é preciso muita persistência, principalmente para as pessoas que estão habituadas a plantar agora e querer colher daqui a 30 minutos.

Coloque uma coisa na sua cabeça! Por favor! Não existe resultados extraordinários com ações medianas! Nãoooooo MESMO! Precisa fazer e fazer de novo e continuar a fazer “até” que comece a acontecer e depois continuar e continuar “até” que ganhe consistência e continuar e continuar e ir melhorando continuamente até que se torne um hábito e depois de tudo isso se manter no caminho até que se torne um estilo de vida e jamais desistir ou parar até que se torne “A” sua vida!

Espero ter contribuído e por favor coloque de 1 a 10 o que achou deste artigo, sendo 1 (fraco) e 10 (muito bom).

Conto com sua sincera resposta,

Há quanto tempo você não OUVE?

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Nº56| Para Refletir | Eric Pereira

Você é aquele tipo de pessoa que mal espera uma pessoa terminar sua linha de raciocínio que a interrompe dizendo “eu sei que o vai dizer” ou “ok ok, já entendi?” Tem a “mania” de achar que já sabe o final? O que vem a seguir e por isso permite levar os seus pensamentos para outro lugar antes de terminar o filme, o livro, a conversa?

Não sei se isso se deve ao tal “senso de urgência” que estamos vivendo ou se este é um hábito que cada vez mais vem tomando conta das pessoas e elas vão ouvindo pela metade e penso mesmo que não tem nada de saudável em ouvir pela metade, pois vamos ao logo do tempo criando também ações pela metade e claro que teremos resultados incompletos e é provável que vamos (ou já estamos) nos habituando a tudo isso.

Me inspirei para escrever este em uma conversa que tive hoje pela manhã com um amigo e nesta conversa ficou claro que ele não estava me ouvindo e acredite que acho incrível poder analisar o comportamento das pessoas, principalmente das mais próximas de mim que arrisco em no meio do diálogo acrescentar uma palavra “sem nenhum sentido” e a pessoa responde: “sim, claro” e começa a falar sem parar e isso me leva a pensar que ela nem estava prestando atenção (rindo alto aqui), tudo o que ela queria era falar sobre ela.

Sim, o mundo mudou imensamente “ou” sempre foi assim e eu era um iludido acreditando que todos prestavam mais atenção? Agora quando eu olho terapeuticamente para estes acontecimentos logo penso que isso se dá ao facto das pessoas estarem com a mente muito acelerada e se ler até o final vai compreender o que quero dizer com tudo isso.

Houve um tempo em que eu trabalhava muito, lia demasiado e estava em todas as palestras que podia. Tinha sede de aprender e não é que já não tenha mais, porém depois de anos mergulhado no desenvolvimento pessoal, comecei a sentir uma necessidade gigante de desacelerar a minha mente… Isso nunca significou parar, ok? Porém desacelerar, fazer mais devagar, com calma e colocando mais atenção na minha vida. Sinceramente no início entrei em uma espécie de sofrimento (agonia talvez), até aprender a estar comigo mesmo e recomendo a você que aprenda a se ouvir.

Quando comecei a meditar, lembro de falar sobre isso e alguém me perguntar: “como é a sensação de levar isso a sério?” E eu responder: É estranho, pois descobri que me ouvir é dolorido, pois o silêncio é muito barulhento e isso foi logo no início, até conseguir desacelerar e o silêncio se fez necessário e até hoje se faz presente todas as vezes que fecho meus olhos!

Existem muitas maneiras de “ouvirmos” e acredito que devemos treinar todas elas, começando por ouvir a nossa mente e se estiver confuso “aí dentro”, precisa encontrar meios de desacelerar e garanto que a meditação é uma delas, depois ouvir o seu corpo, ele fala tanto, às vezes fala altooooo, quando grita dentro de uma dor, de um momento de stress, na falta de ar e em um profundo cansaço…. Ouvir!

Lembro de estar em uma palestra no Funchal sobre ansiedade e dizer que é necessária uma certa habilidade para ouvir e alguém da plateia rir e discordar e respeito sempre as opiniões, mas se analisar com atenção tudo nesta vida pode ser feito por fazer, de qualquer forma e também pode ser feito de maneira habilidosa, com atenção, com cuidado… Quando ouço porque ouço, entendo como vem, agora quando ouço de maneira habilidosa…. Ah…. aqui eu compreendo as palavras que vêm, que surgem, que nascem e elas dançam até mim e neste movimento quase que poético, eu as interpreto… (Nossa agora até eu me amei) rsss.

Ao longo dos anos treinei os meus ouvidos para ouvir, pois como terapeuta é importante compreender o que o cliente diz, como ele diz e o que ele não diz e cada detalhe se torna de extrema importância, pois meus clientes estão a todo tempo me vendendo as suas dores emocionais e na maioria das vezes como eles acham que é nunca é exatamente como estão me vendendo e como sei disso? Porque ouço com atenção o que dizem e este “ouvir” vai além de palavras, ele envolve a vibração da voz, a maneira e para onde a pessoa está direcionando as palavras.

Às vezes, por exemplo, eu ouço as pessoas falando quase que gaguejando, às vezes com voz trémula, baixinha, aumentando em determinados assuntos e não, eu não quero te transformar em uma pessoa que deva compreender todos os detalhes de ouvir! Quero é ajudá-lo a compreender a importância de ouvir o que chega até você e por favor não ignore esta informação, pois muitas relações por exemplo possuem problemas por falta de uma boa comunicação e isso implica em dois fatores, saber falar e saber ouvir e acredite que é simples como isso.

Ouça com atenção, ouça até ao fim, aprenda a entender que cada um tem o seu tempo e precisa de transmitir a mensagem de uma maneira. Por favor ouça, absorva, ou como se diz: Dê ouvidos ao que te falam…. Muitos adolescentes que atendo hoje reclamam que não foram ouvidos por seus pais em alguma altura de suas vidas e acredito que isso seja mesmo verdade. Os pais (nem todos), então sempre dizendo “tatatatatatá!!!!! Já entendi, depois eu vejo, depois falamos, agora não posso, agora não dá…” e não percebem que na verdade não ouvir o que o filho tem para dizer é a mesma coisa de dizer: “Eu não me importo!” E pode contar a historinha que desejar, que no fundo é esta a maioria das interpretações que “o inconsciente” daquela criança vai absorver.

Ouça o que digo aqui! Aprenda a ouvir! Treine os seus ouvidos,

Até breve,

A dor invisível

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Nº55| Para Refletir | Eric Pereira

Ela me dizia que muitas vezes se sentia cercada de pessoas e estava só, que via sorrisos por toda parte e ecoava distante em sua mente os bons dias e boas tardes animados e mesmo assim o vazio era constante. Algumas vezes sentia ter ganho algum tipo de “força extra” e até enxergava algumas coisas mais coloridas e se entusiasmava com algo e minutos depois se perdida dentro daquele entusiasmo e rapidamente seu sorriso se transformava em algumas lágrimas.

Ele tinha uma voz firme, se vestia muito bem e a primeira impressão que transmitia era de uma pessoa de sucesso, mas durante a sessão percebi que sim, tinha feito a leitura certa, porém depois do aperto de mão e sorriso no rosto, sua história se confundia com o que transmitia e entre uma respiração mais forte e outra ele dizia que o dinheiro já não mais preenchia sua “dor”, suas conquistas supria por um tempo, mas era cada vez mais curta e ele sentia uma dor que não sabia explicar e por mais que buscasse “o controlo”, vivia internamente descontrolado.

Atendo diariamente clientes com queixas emocionais diferentes, porém existem algumas destas pessoas que me relatam uma “dor invisível” que muita vezes chega devagar e vai ganhando espaço interno e na maioria das vezes nem elas sabem o que se passa, mas os relatos são sempre parecidos, como se elas se conhecessem e falassem sobre o que sentem. Na maioria das vezes se destacam frases como “Tenho tudo para estar feliz, mas sinto uma tristeza que parece vir da alma”, “Eu estou vivendo a melhor fase da minha vida e algo aqui dentro tem me consumido” e por mais que eu explore os acontecimentos, todas elas não conseguem explicar “o vazio” que as consome.

Eternos Insatisfeitos.

É como se estas pessoas fossem pessoas insatisfeitas que por mais que fizessem ou conquistassem, nada estivesse bom para elas e às vezes elas até conseguem aquietar a mente, a alma, mas é sempre momentâneo, pois preenchem este “vazio” com uma conquista, um momento, um pico de felicidade e depois tudo volta ao normal. Na realidade o normal delas que é sentir que falta algo e não conseguir explicar o que lhes falta. Lembro de uma senhora que atendi há poucas semanas atrás que vive em Londres, que dizia que depois de anos sentindo este vazio, hoje sente uma saudade de algo, de um tempo que jamais existiu.

Há sensivelmente uns 2 anos atrás, eu fiz uma live sobre dores invisíveis e se tiver interesse pode encontrá-la lá no meu blog e já faz alguns anos que venho ajudando estas pessoas a se descobrirem e tem sido para mim e para elas uma experiência incrível e recompensadora, pois em todos os casos que trabalhei até este momento, e não estou afirmando que isso é uma regra, ok? Mas todos os casos até este momento, estas pessoas sentem falta de algo que aconteceu na infância e na transição para a adolescência e não estou falando de viagens, roupas ou brinquedos, ok? Estou falando de afeto, de atenção, de carinho, de amor.

Comecei este artigo falando sobre uma pessoa que sentia sempre que estava cercada de muitas pessoas e sim, ela tinha uma família grande, amigos, faculdade boa e trabalhava em uma agência de publicidade com uma equipa divertida (palavras dela) e sentia-se só! Sempre só! Teve duas relações que não duraram, até porque ela não estava em busca de um namorado, ela precisava de uma figura masculina que cuida-se dela e depois de trabalharmos muito ficou clara a ausência de pai e mãe, mas ela sempre esteve cercada de pessoas, irmãos, tios, primos, cuidadoras, empregadas, mas os pais viajavam muito e quando estavam presentes, não estavam presentes, compreende o que digo aqui?

Lembro de em uma sessão ela me contar de uma lembrança distante dela chorando no quarto, no chão e os pais discutindo, a mãe pedindo para ele (o pai) pegar ela e ele gritando: “Você é que quis ter filha, agora cuida” e são mensagens como esta que em algum momento da infância foram “impressas” como tatuagem e que vão se juntando a outra e mais uma que vai constituindo (na minha opinião) a sensação de abandono, de rejeição.

Depois ela foi crescendo, se afastando, sentindo outras experiências na escola e ali já não eram as outras crianças que a tratavam mal, mas sim a sua postura já era de desconfiança, de reclusão e as outras crianças, apenas sentindo a decisão talvez até inconsciente dela, se mantinham distantes e mais uma vez ela confundia as imagens, as ações e somatizava a rejeição, o afastamento e desta maneira foi construindo aos poucos um olhar mais crítico diante do mundo, das pessoas.

Esta menina assustada se transformou em mulher e cresceu acreditando que precisava ocupar um espaço importante e se destacou nos estudos, no trabalho e trabalhava mais do que todos e porquê? Ela precisava de se destacar sempre, porque descobriu que todas as vezes que estava em uma posição de destaque ela ganhava atenção, respeito, palmadinha nas costas e claro que a sua alma descobriu uma maneira de se abastecer, mas nunca era o suficiente e como uma “droga”, ela precisava de mais e como todas as pessoas que se destacam, surgiram pelo seu caminho pessoas invejosas e traiçoeiras e ela não soube lidar com isso.

Se eu fosse falar apenas sobre ela daria um belo livro, a questão aqui é que algo que aconteceu lá atrás que ela quase não se lembrava mais contribuiu para todo um caminho e quando ela falou comigo a primeira vez, a sua queixa era: “Sinto uma dor, um vazio que nem sei explicar” e claro que eu em todos os casos sempre acredito que tem uma explicação, uma origem e aos poucos fomos “desenterrando” situações, olhando para elas, compreendendo uma a uma ressignificando.

Eu (Eric), já me senti um insatisfeito e por um bom período da minha vida sentia-me inquieto em tempo integral e estava sempre metido em algo que ocuparia o meu tempo, que me traria um novo desafio até um dia atender um empresário (ainda no Brasil) com as mesmas características minhas e ali durante aqueles 6 meses de intenso trabalho, me trabalhei também e compreendi o meu “vício” em estar sempre fazendo, ocupando a mente “e” me destacando, pois precisava do “reconhecimento” e sempre arrumei parceiros e sócios mais velhos e compreendi que fazia isso para substituir o pai que perdi muito novinho (2 anos).

Todos nós estamos sujeitos de vez em quando de sentir falta de algo, de querer suprir uma perda, mas atenção que não estou falando aqui de um caso isolado apenas e sim de dores invisíveis sérias que realmente levam uma pessoa a uma tristeza profunda, a uma depressão rigorosa e confesso que não gosto muito destas nomenclaturas como “depressão”, “ansiedade”, “pânico”, pois acho que são demasiadamente vagas e rotulam uma pessoa como (és doente e ponto!) e gosto de acreditar que ninguém o é…. Pode estar, mas estar ansioso é muitooooo diferente de ser ansioso, compreende?

Às vezes analisando as pessoas, percebo que por vivermos em um mundo competitivo, repleto de mudanças, passamos a maior parte do tempo “correndo”, dentro de um senso de urgência e não olhamos com mais atenção para o que nos acontece “ou” para como nos acontece, porém se observarmos, estamos na maioria das vezes sempre fugindo de estarmos com nós mesmos e okok o termo “fugindo” pode parecer um pouco estranho, mas na realidade, muitas de nossas ações são sim uma fuga da realidade, seja lá o que isso signifique.

Hoje vejo por exemplo muitos dos meus clientes que passam horas assistindo séries e vivendo “a emoção” que aquela série proporciona, outros vivem a vida de outras pessoas no Instagram e claro que com o tempo começam a achar suas vidas monótonas e chatas, pois estão se comparando com a vida de sonho que são postadas ali.

D.i.s.t.r.a.ç.õ.e.s e mais distrações para nos levar para qualquer lugar, desde que não seja para dentro de nós POR FAVORRRRR! Compreende isso? Estou sendo claro com minhas palavras? A sociedade, as grandes empresas de entretenimento têm em mãos um grande produto – entreter! Nos distrair e até acho que muitas pessoas precisam desta “anestesia”, pois não suportam sua realidade e aqui quero que aumente a sua atenção, por favor! Elas não suportam a sua realidade porque suas crenças acreditam que… E às vezes a realidade pode ser vista de outra maneira, mas para isso elas precisam estar conscientes, precisam olhar para dentro com carinho, com amor, com responsabilidade.

Eu adoro me distrair, mas em contexto de diversão e não de fuga! E óbvio que já fugi inúmeras vezes da “minha realidade” até eu poder olhar para ela com mais amor e quando o fiz até as dores que eram mais profundas foram abraçadas com um pouco da minha compreensão e as feridas que mais doeram ao longo da minha vida foram tratadas com um pouco de perdão e tudo foi se resolvendo com muito amor, ok, com algumas lágrimas também, confesso, mas mesmo nestas lágrimas tinha amor.

A vida não tem nada de complicado, porém às vezes carregamos algumas coisas que nos fazem vivermos mais pesados, mais tristes, mais pra baixo e como disse “carregamos” e muitas das vezes nem somos nós que colocamos aquele peso, mas carregamos porque alguém o colocou ali e fomos achando que era normal e continuamos a carregar, a aumentar, a fortalecer e não nos damos conta de que tudo o que estamos fazendo é continuarmos a alimentar o que um dia não foi alimentando com a emoção certa, então vamos colocando ali naqueles “buraquinhos” o que temos e às vezes até o que achamos ser o mais certo.

Não podemos nos culpar por tudo o que aconteceu, nem pelo que nos tornamos, por favor não! Devemos é aprender a olhar para tudo o que somos e não fugirmos de nenhuma de nossas versões e olharmos MESMO com atenção e colocarmos amor ali aqui, por todo lado, por toda a parte.

Uma vez em consultório disse algo parecido para uma jovem de 28 anos que chorava por sentir um vazio enorme e ela me disse chorando: “Como eu vou me amar, se me tornei isso que nem sei explicar?” e imediatamente eu respondi: “Este é o maior motivo para se amar! O se tornar isso é a resposta que você precisava”.

Às vezes “o” isso que ela disse e que nos dizemos é tudo o que precisamos para olharmos para nós sem dramas, sem historinhas sem treta e com amor dizer para nós mesmos, eu amo você e estou aqui para te ajudar no seu processo de transformação! Procure olhar para quem você é e diga a você mesmo que está para o ajudar. Se você não consegue olhar para si com amor, como as outras pessoas vão fazer isso?

Primeiro você deve acreditar, primeiro você deve querer se curar, primeiro você deve desejar compreender e quando você se tornar prioridade, todas as suas versões terão a sua atenção e o processo de transformação se iniciará.

Espero ter ajudado e já agora, tem alguma dor invisível? Só escreva sim ou não!

Até breve,