HIPNOSE, COACHING, PNL e um toque especial…

Homens com medo de assumir uma relação, de entrar no elevador, de lugares fechados e até com dificuldade de falar em público. Mulheres depressivas, tristes, traídas, abusadas e com medo de cães. Adolescentes mergulhados nas drogas, sem motivação para estudar e até abalados pela separação dos seus pais e nem sempre nesta ordem. Mas o facto é que estou indo para 18 anos de profissão e sinto que nestes anos tratei tantas pessoas, ouvi tantas queixas emocionais e aceitei casos que nem sabia o que fazer, mas estava tão motivado que aprendi com o próprio cliente a compreender a sua dor emocional e a solução apareceu.

18 anos depois de ter feito o meu primeiro curso de apenas 2 dias (Hipnose Clássica), hoje estou aqui escrevendo um artigo do meu consultório em Portugal, me sentindo muito à vontade para falar deste assunto e de alguma forma compartilhar com os meus leitores um pouco do que faço todos os dias, mas antes permita-me uma breve apresentação!

Sou Eric Pereira, 40 anos, Brasileiro, Pai, Empresário e um apaixonado pelo Desenvolvimento Pessoal. Comecei há 18 anos atrás e tudo o que eu sabia era que queria fazer aquilo (Hipnotizar pessoas), mesmo não sabendo muito para que servia. Me fascinava a ideia de exercer (poder) sobre as pessoas, dominar a mente e se ler até o final, perceberá que entrei por um motivo, mas fiquei por outro.

No início eu era apenas uma pessoa perdida, em busca de algo para fazer, ganhar “algum” dinheiro e quem sabe me divertir. Um verdadeiro malandro, sem muitas responsabilidades, mas que desde cedo gostava de me comunicar e na altura já falava para pequenos grupos com 8, talvez 10 pessoas e quem sabe acreditei que aprender a hipnotizar, poderia somar em algum momento, não me lembro mesmo!

Sou Fundador do IPE – Instituto Ponto de Equilíbrio em Portugal. Possuímos a nossa sede na Ilha da Madeira e temos um consultório em Lisboa. Hoje atendemos cerca de 12 a 15 pessoas por dia (Eu e a minha equipa), uma pequena equipa, porém composta por pessoas muito competentes e dedicadas em ajudar os nossos clientes a encontrarem respostas para as suas feridas emocionais.

Neste momento divido o meu tempo atendendo em consultório com Hipnose Terapêutica, Programação Neurolinguística e Regressão de Memória e ainda atendo empresas e clientes que precisam construir estratégias específicas e amo desenvolver desenhos utilizando o Coaching e a Programação Neurolinguística.

Também sou formador e ensino terapeutas e profissionais da saúde a utilizarem em seus consultórios a hipnose terapêutica e ensinar é MESMO uma grande paixão! Já formei mais de 550 profissionais e sinto-me realizado em saber que muitos destes profissionais estão ajudando pessoas com o seu processo de transformação.
Agora que já sabe quem sou e o que faço, quero que perceba como eu faço e logo perceberá a importância de conhecermos as nossas feridas emocionais “e” tratá-las. Se segue o meu trabalho, logo entenderá porque sou um motivado com o que faço e quem sabe se motive ao longo deste texto também.

Aprendi com os meus primeiros professores a ouvir a queixa do cliente, colocá-los em transe e dar comandos diretos para que a (mente) inconsciente absorvesse a informação e o ajudasse a resolver a questão e o assim fiz durante muito tempo.

Mas como disse, caminho para 18 anos mergulhados nisso e aos poucos aprendi mais coisas e uma delas foi compreender o que os meus clientes diziam, o porquê de dizerem o que diziam e o que eles não diziam… Aprendi a ouvir mais e falar menos, a fazer as perguntas certas e principalmente a utilizar a minha intuição.

Uma vez uma das minhas melhores professoras (Betty Erickson), disse que antes de colocarmos o cliente em transe, deveríamos entrar em transe e ouvindo uma das suas fascinantes histórias sobre campo transformacional, comecei a perceber que quando estava em consultório com um cliente precisava aprender a estar com ele por inteiro, a 100%, usando a minha melhor versão e só dentro desta conexão conseguiria conduzir com maestria uma sessão.

No início a minha ideia era (curar), resolver, dar solução e ao passar do tempo fui descobrindo que o meu papel como terapeuta não era “solucionar”, mas ajudar os meus clientes a verem os factos por ângulos diferentes e (ali) dentro da questão, mergulhado com ele na origem, conduzi-lo a compreender as suas feridas emocionais e como poderia transformá-las. Gosto de pensar que a melhor maneira é mesmo transformar porque este processo é mesmo libertador e pode encerrar ciclos e abrir novos da maneira correta.

Tenho à minha disposição muitas ferramentas terapêuticas e me sinto muito bem em tê-las todas à minha disposição, pois durante a minha intervenção posso precisar de ir mais fundo, às vezes muito fundo e algumas vezes apenas fazer as perguntas certas para obter respostas precisas….

Eu sei que o mundo (vende) a hipnose como algo rápido, milagroso e que pode resolver tudo em poucas sessões e um dia “já” condenei esta prática, já critiquei colegas e as suas teorias e já fui muito criticado! Ops! Corrigindo, sou criticado até hoje…

Mas hoje o meu foco não está em (tentar) provar que em 3 sessões não se pode fazer……. Está em mostrar aos meus clientes que às vezes precisamos de 12, 18 ou 22, eu não sei… Mas o que sei é que precisamos de algumas sessões quando queremos ir à “origem” e desenvolver um bom trabalho!

No Verão do ano passado fui procurado por um advogado aqui na Ilha da Madeira e a sua (principal) queixa era o seu medo de entrar no avião e suas poucas viagens foram feitas sob efeito de comprimidos ou às vezes acompanhados por vodka. A questão é que há 23 anos sofrendo deste problema, ele não pode estar diante de mim simplesmente pelo medo de entrar no avião, pois junto com este medo tem os (extras) que este medo trouxe, como as oportunidades que ele perdeu por não poder sair da ilha, as viagens que sua família fez e amigos, enquanto ele contava a história que estava bem e preferia ficar. Nestes 23 anos ele colecionou medos, frustrações, aumentou a sua ansiedade, teve picos fortes de depressão e ainda me relatou que em um momento destes, “tentou” suicídio.

Agora vai me convencer que 3 sessão vão fazê-lo perder o seu (medo) e está tudo resolvido? Me poupe por favor! Esta semana saí de uma sessão e encontrei um dos meus terapeutas no corredor que se despedia da sua cliente! André Garcia! Percebi no seu rosto o entusiasmo e falamos por alguns minutos. O seu (MAIOR) entusiasmo não era o que tinha feito naquelas 2 horas e pouco de sessão, mas o tempo e toda a dedicação que teve (NA PREPARAÇÃO) da sessão, como minuciosamente desenhou cada momento e ele nem precisava me dizer, pois já estava explícito em seu rosto, mas mesmo assim ele disse: “Foi MESMO Lindo!”

O que fazemos todos os dias? HIPNOSE, COACHING, PNL e um toque especial… E confesso que o que mais gosto neste processo é o toque especial, como conduzimos o nosso trabalho, pois acredito MUITO que não é o que fazemos que faz “a” diferença, mas como fazemos o que fazemos! É brutal, não é mesmo?

Penso que o toque especial, não está apenas em fazer hipnose, mas em todos os momentos da nossa vida…. Perceba que se colocar um toque especial na sua relação (por exemplo), ela não será como todas as relações, se colocar um toque especial na maneira como fala com os seus filhos, não será uma educação qualquer….

Eu tive oportunidade de estar com pessoas sérias, alegres, tristes, divertidas, positivas, negativas, estranhas, curiosas, tímidas, expansivas, adultos com 16 anos, e crianças com 54 anos. Conheci adolescentes que achavam que eram homens e meninas frágeis que se sentiam apenas meninas mesmo frágeis.

Pessoas que falavam abertamente, que sabiam as respostas, que tremiam, que falavam muito, que apenas choravam, desequilibrados, loucos, paranoicos, equilibrados, pessoas doces, vítimas, responsáveis assustados, desconfiados e perdidos….

Já tive pessoas que achavam que estavam doentes e apenas precisavam de um ajuste, outras que estavam doentes e acreditavam que podiam estar comigo toda semana para conversar.

Desempregados, bancários, contabilistas, médicos, psicólogos, advogados, produtores, empresários, professores, estudantes, empreendedores, artistas, políticos, executivos e aqueles que acham que era tudo isso e nada disso e está tudo certo.

Aprendi com todos nestes 18 anos! De alguma maneira todos me ensinaram a ser quem sou hoje! Todos influenciaram de maneira positiva quem sou, todos estes juntos me ensinaram a ter olhos e ouvidos terapêuticos e no final do dia sempre agradeço os meus professores e os meus maiores professores, os meus clientes!

Sei que este artigo foi grande! Mas são 18 anos e estou a um passo de somar mais um pouco de conhecimento, de tempo, de gratidão no meu currículo, na minha vida, no meu coração e não podia deixar isso passar, nem queria usar 12 linhas para transcrever uma história ou na verdade tantas histórias.

Agradeço imensamente você que me acompanha, que me segue nas minhas redes sociais, você que já esteve em um dos meus consultórios, em uma das minhas palestras, formações ou que simplesmente chegou até mim agora, através deste artigo!

 

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Até a próxima!

 

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