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Sou feliz à minha maneira – 236/365

Eu estou sempre perguntando para as pessoas se elas são felizes e seja lá qual for a resposta sempre fico curioso que justifiquem porque sim ou porque não! Principalmente porque acredito que as palavras têm um poder diferente para cada um e o que é felicidade pra mim, nem de perto é felicidade para outra pessoa e cada vez percebo mais isso ouvindo tantas respostas diferentes.

E esta semana em um papo informal com outro profissional do coaching, ele me fez esta pergunta que recebeu na hora uma gargalhada, pois lembrei da minha curiosidade e acompanhado do momento “feliz” respondi que sim e que hoje vejo que sou mesmo feliz e espero que esta minha visão sobre felicidade possa ajudá-lo a ser um pouco mais feliz.

Antigamente eu sempre dizia que felicidade são momentos e que não acreditava na felicidade plena e hoje a minha visão sobre felicidade é completamente diferente, pois creio que felicidade é o resultado de como vemos a nossa vida e eu vejo a minha vida com muita clareza e acredito que sou sim feliz à minha maneira, pois posso “ainda” desejar algumas coisas da vida, mas no fundo tenho tudo o que preciso para ser feliz e estou satisfeito com a vida que tenho, com as minhas escolhas e principalmente em paz com às minhas decisões.

De vez enquando acordo com vontade de comprar um carro veloz, pegar a minha esposa e viajar por todo o país e regressar apenas depois de 90 dias! Penso em dias de pura diversão e prazer, conhecendo cada pedacinho deste país, mas é apenas um momento em uma terça-feira chuvosa qualquer e nunca transformei isso em metas e mesmo sabendo que não posso fazer isso amanhã ou na próxima segunda-feira, está tudo certo, é apenas uma daquelas vontades pontuais.

Agora eu tenho vontades que são mais recontentes, como ir para o Funchal atender meus clientes que tive que deixá-los com o meu terapeuta (Sei que estão em ótimas mãos), mas eu queria muito estar lá, mas não posso viajar de avião nos próximos meses por recomendação médica… e? E está tudo certo, continuo feliz, pois descobri que este estado é uma escolha e quero fazer esta escolha conscientemente, com sorriso no rosto e amando o que sou.

Então estou aqui para dizer que estou feliz à minha maneira e que pode viver feliz também à sua maneira. Eu gosto muito de ficar sozinho, de estar sozinho com meus livros, com meus vídeos e minhas gargalhadas e algumas pessoas chamam isso de solidão e eu chamo de momento bom. Tem pessoas que precisam de uma mesa cheia, com toda a família e eu me sinto feliz em estar apenas eu e a minha esposa (minha Princesa) e quando chego em casa e nos encontramos eu costumo dizer que é MESMO a melhor hora do dia.

Se conseguir conquistar o que deseja, uauu, Top, parabéns! Se conseguir comprar aquilo que nem precisa, que bom, fico feliz, mas se for feliz no meio do caminho, antes de comprar, antes de conquistar, antes do antes, isso se chama saber ser feliz.

Se entendeu, coloca 10 nos comentários.

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Eu e a minha mania de acreditar em todo mundo… – 235/365

Já ouvi várias vezes que não devemos acreditar em todas as pessoas, que confiança se demora a conquistar e por aí vai…Porém, ontem eu e um cliente falamos em uma sessão de coaching online sobre confiança e fiquei mesmo com vontade de abordar este tema.

Eu tenho MESMO uma mania de confiar em todo mundo e claro que uma vez ou outra alguém quebra esta “confiança” e fico um pouco chateado, mas confesso que já estive mais chateado quando isso acontecia e hoje não me abala tanto, pois aprendi a compreender que às vezes não é o (outro) que quebrou a minha confiança, fui eu que depositei muita expectativa naquela amizade.

Há pouco tempo tive uma situação (de negócios) com uma pessoa que me senti desconfortável com a maneira como a pessoa agiu e até aquele momento eu tinha depositado muito crédito naquela relação e percebi que a pessoa em si se alterou, mudou a sua voz logo na primeira vez que descordei do que ela falava e observei aquela cena com muita tranquilidade, percebi com clareza que eu tinha diante de mim alguém que realmente não deseja ter na minha vida e claro que depois a minha análise foi mais cuidadosa e cheguei a conclusão que era melhor encerrarmos tudo hoje, pois não sou muito fã de relações tumultuosas.

Agora se pensa que isso me abalou ao ponto de deixar de confiar em outras pessoas, negativo! Continuo a depositar a minha dose (às vezes exagerada) de confiança nas pessoas e percebo que a minoria trai esta confiança ou não aproveita bem este “crédito” que dou logo no início. Eu não culpo nenhuma das pessoas que é assim, pois elas devem ter os seus motivos e não acho que eles são melhores do que os meus, são apenas os motivos delas baseados na experiência de vida de cada uma delas.

A minha sugestão é que não viva na retaguarda, com medo ou como estamos acostumados a dizer no Brasil, com um olho aberto e outro fechado. Por favor, né?! Eu sou uma pessoa que acredita cada vez mais que a vida pode ser vivida de maneira espontânea… Sem muitos medos, sem muitas exigências, pois se tivermos que viver em modo alerta a todo o tempo, com todas as pessoas, quando poderemos verdadeiramente relaxar, sorrir, rir de verdade, aproveitar o melhor da vida?

Como sempre é apenas uma dica, uma reflexão que pode ou não fazer “a” diferença na sua vida! Saiba usar as minhas palavras e divirta-se!

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O AMOR morreu ou você o matou? – 234/365

Fernando Pessoa disse em uma das suas poesias “Amo como o amor ama. Não sei razão para amar-te mais que amar-te” e estas e outras frases dele me fazem muitas vezes pensar se sabemos amar alguém de verdade “ou” se tudo o que fazemos é (acreditar) que estamos amando apenas para preencher um vazio em (nós) e depois de um tempo quando este espaço começa a esvaziar, vamos em busca de qualidades em outras pessoas que nutram de maneira imediata novamente aquele nosso vazio e assim vamos fazendo até sei lá quando.

Às vezes ouvindo tantas pessoas falarem sobre casamento, compromisso, amor e romantismo e me pergunto se existe mesmo isso de “o meu amor acabou, morreu” ou se na verdade somos nós que o matamos, que o assassinamos com uma forte apunhalada ou às vezes o envenenamos com pequenas dosagens diárias! O facto aqui é que acredite você ou não, a maioria das pessoas chegam até mim com textos muito parecidos, uns colocando a “culpa” na outra pessoa e outras com histórias sem sentido para justificar que já não amam mais aquela pessoa, pois o grande amor de sua vida surgiu (20 anos mais nova), mais atraente e menos reclamona.

Ok! Posso ter exagerado, citando “20 anos mais nova”, mas é que vejo inúmeros casos destes, principalmente vindo de homens que culpam as suas esposas e normalmente as mesmas esposas que abdicaram de trabalhar fora para cuidar de um lar, dos filhos “e” deste marido ingrato e também existem esposas que decidem se separar para viver os seus momentos de adolescente e chegam até abandonar filhos para viverem os seus momentos de “liberdade adormecida”.

Agora, deixando estas pequenas observações de lado, somente um casal sabe verdadeiramente o que os leva à separação e sabemos que muitos casamentos nunca tiveram o “AMOR”, foi apenas uma conveniência. Agora e os que tiveram este verdadeiro amor? Porque hoje vivem como dois estranhos na mesma casa?

Uma vez assisti uma palestra de um Psicólogo Norte Americano que afirmava que o amor entre um casal era o resultado da cumplicidade e amizade entre eles e achei isso fantástico, pois é mesmo verdade. Quando passamos muito tempo cuidando do amor, o diálogo fica gostoso, o estar junto se torna essencial e vivemos com a outra pessoa porque somos completos e desejamos que a outra pessoa também seja e ambos trabalhamos para fazer acontecer algo mesmo mágico e especial.

Agora quando trabalhamos para competir com a outra pessoa, quando somos predadores querendo trair e nos aventurarmos, deixamos de construir esta harmonia entre o casal e aí vivemos uma certa dependência, que é na maioria das vezes alimentada pelo ódio e pelo amor, pela discórdia e pela necessidade.

Use esta dica terapêutica para analisar o que tem feito com o seu relacionamento e pode ser que apenas namore alguém ou pode ser que esteja 30 anos em uma relação, mas olhe para ela e observe se vive um amor cheio de cumplicidade e bom diálogo ou se vive um pesadelo disfarçado de sonho bom.

Lembre-se que se precisar de uma sessão de Coaching para se orientar, para traçar os seus objetivos, eu estou aqui! Muitas vezes temos uma clara ideia do que está nos acontecendo, apenas não sabemos como ajustar as coisas e é neste exato momento que eu entro para ajudar você a pensar melhor, a ajustar a sua vida e a clarear a sua mente.

Pode agendar a sessão de avaliação gratuitamente através do WhatsApp +351912607888.

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Um Elogio pode fazer “a” DIFERENÇA – 233/365

Se me segue sabe que este mês tive um problema sério no meu pulmão direito, passei por duas cirurgias e estive 15 dias internado e tenho ido diariamente ao hospital (Hospital da Luz) aqui em Lisboa.

Não sei o tamanho da sua gratidão para com as pessoas, mas tenho ido diariamente no hospital para fazer fisioterapia e fiz questão de levar meu livro para o meu médico (Drº Fernando Martelo), alguns enfermeiros, para o fisioterapeuta que me acompanhou durante o tempo que não estive internado e a que me acompanha agora na pós, além disso tenho sido muito grato com todos, desde a secretária até à enfermeira que cuidou muito bem dos meus pensos e retirada de pontos.

Curioso que ontem depois que retirei os pontos parei para agradecer-lhes e disse que elas me ajudaram muito e que o médico teve um papel importante, mas elas sempre trocaram os pensos (dia sim, dia não), me deram muita atenção e estava mesmo feliz pela atenção e carinho delas e uma delas sorriu e disse que elogios não são comuns.

Então saí dali e fui no metro pensando…. Um elogio pode mesmo fazer a diferença! Na hora lembrei de quando fazíamos as palestras no Hotel Meliã no Funchal e eu sempre fazia questão de agradecer às meninas da limpeza, pois o sucesso que tínhamos dependia de um todo, de um trabalho muito bem feito e sem elas não teríamos aquilo impecável como sempre estava.

Atenção que não estou dizendo que o meu elogio, o meu agradecimento vai transformar a vida destas pessoas, mas juro que gosto de acreditar que pode fazer alguma diferença, quem sabe se não for apenas o meu agradecimento, então a somatória de todos eles realmente mudaria.

A minha intenção aqui nem é tentar adivinhar o que podemos proporcionar ao “outro” e sim convidá-lo para experimentar o poder de agradecer! Por tudo… A todo o tempo! Olha, eu confesso que me sinto muito, muito bem agradecendo, sendo sincero, me sinto até invadido muitas vezes por uma sensação de “estou elevando a energia” daquela pessoa e isso me faz realmente bem.

Experimente! Já ouvi muitas vezes pessoas dizerem que não agradecem, pois é a obrigação da pessoa, já que estamos pagando! (Rindo alto até 2020). Não vamos por este lado, pois por trás daquele produto ou serviço que você está pagando e lhe está sendo entregue, tem um ser humano, parecido contigo, que tem família, que levanta cedo e dorme tarde, que tem algo muito parecido que todos nós e chamamos de vida e penso (eu) que é o mínimo que podemos fazer.

Como sempre é só uma dica! Agradeço por ler e sou mesmo muito grato se for grato também no seu dia a dia e se for, escreva nos comentário “Eu sou Grato!”

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5 Anos de Idade – 232/365

Sabe que existe um trabalho que eu faço em consultório (em uma sessão de hipnoterapia) que chamamos de “Criança Interna” onde o objetivo é levar o cliente até sua infância para falar com a sua versão mais nova).

Confesso que adoro este exercício, pois é mesmo uma surpresa para cada cliente ter a oportunidade de falar com a sua versão de 5 anos de idade (em transe). Algumas pessoas batem um belo papo, outras se emocionam e a maioria explica para aquela criança sobre tudo o que aconteceu desde os 5 anos até à idade atual e isso é um processo muito mágico.

E hoje cá estou convidando você para uma reflexão e mesmo sem hipnose, podemos tirar um momento para tal mergulho e posso dizer que se o fizer com a sua alma, o resultado será incrível.

Escolha uma música no Youtube, leve, suave, escolha um lugar confortável para poder descansar o seu corpo, feche os olhos e inspire e expire por um tempo… Depois permita-se imaginar você em um belo jardim e perceba que a sua versão com 5 anos se aproxima! Enriqueça de detalhes este momento, roupa, cheiro, voz e converse consigo mais novo…

Se durante a sua infância, sofreu na escola, converse com você e diga que este sofrimento aconteceu por algum motivo, mas que você está ali para o proteger. Fale com ele sobre a vida, diga como é a vida de vocês hoje perceba que a MAIOR ideia deste exercício é dar um significado diferente aos factos que aconteceram, para libertar as mágoas do coração, para apaziguar os momentos tristes e principalmente para se livrar das crenças limitantes.

Vou colocar aqui algumas dicas que podem ser úteis para este diálogo, ok?

1º Converse com a sua criança interior

Converse com carinho com a sua versão mais jovem, compreenda que hoje você tem recursos, inteligência e capacidades que aos 5 anos não tinha. Olhe nos olhos da sua criança a ajude-a a compreender melhor tudo o que ela passou. Eduque-a para ser mais forte, mas para ser uma criança e se sentir bem, fale sobre o seu amor para com ela.

2º Abrace-a com força.
Abrace a sua versão mais jovem e imagine uma bela e linda luz da cor que preferir envolvendo vocês os dois e imagine que naquele momento de ternura e carinho você esta aliviando as suas dores e que a inocência dela está contagiando e fortalecendo a sua vida hoje. Troque as energias. Fortaleça a sua vida.

3º Pode passear com ela por este jardim e sentir-se cada vez melhor por estar ali com ela e não esconda os seus sentimentos. Se quiser chorar, chore! Se quiser falar, fale, se quiser apenas carinho, faça carinho, receba carinho.

4º Liberte-se e aprenda amar e ser amado. Na verdade, acho que a frase mais correta seria: “Permita-se ser feliz com a sua versão mais nova! De coração e de verdade, permita-se!”

Espero que consiga mergulha, uma, duas, três, dez vezes… Nunca é tarde e nunca é demais para estar com a sua criança interior e JAMAIS sinta-se mal fazendo isso… acredite, valerá cada segundo.

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