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Minha mãe e sua ideia dos bons costumes em casa! – 123/365

Dica Terapêutica

Lembro de ser pequeno e estar em casa a comer, apenas nós (Eu, ela e meus irmãos) e ela exigir que comêssemos com garfo, faca, e guardanapos. Às vezes eu dizia que não tinha ninguém lá a ver, porque não poderíamos ficar mais à vontade? E ela com a sua filosofia, sempre dizia que se fizéssemos certo em casa, na rua faríamos igual. Claro que naquela época eu era um moleque que apenas achava que ela estava sendo uma chata e nos torturando (risos).

Porém depois vamos aprendendo tantas coisas e fica mesmo muito claro que um pouco de treinamento nunca é demais, né? Quando construímos hábitos positivos dentro da nossa própria casa, usamos eles em todos os outros lugares e isso cai sempre muito bem, pois o “treinar” constrói uma espécie de situação que em qualquer lugar se torna habitual.

Imagina se eu tivesse crescido comendo com a mão e sendo mal educado na mesa? Poderia ser que ao sair fosse me comportar diferente, pois sabia que estava na rua, em um restaurante ou mesmo na casa de uma pessoa estranha, porém mesmo assim aquela informação não estaria enraizada dentro de mim e poderia a qualquer momento cometer erros que envergonhasse a minha mãe ou demonstrasse às pessoas um comportamento estranho da minha parte, sei lá!

O facto é que uma coisa ficou muito clara para mim e a cada dia faz mais sentido…. O construir hábitos saudáveis! Estes hábitos que começamos a construir dentro da nossa própria casa nos ajuda imensamente a nos relacionar melhor com o mundo e não tenho nenhuma dúvida disso, basta perceber como você se comporta quando não tem ninguém olhando e quando tem outras pessoas ao seu redor.

Quando na minha casa existe organização e disciplina, em outros lugares existem também organização e disciplina e quando não nos importamos com nada disso em nosso trabalho é assim… Tanto faz! E isso não tem absolutamente nada de produtivo, pois hábitos negativos também são fáceis de serem construídos e às vezes a sensação que fica é que estes são os mais difíceis depois de nos livrarmos.

Então a dica é que você comece a arruma tudo pelo seu lar! Sim! Comece a organizar a sua vida, quem sabe as suas gavetas com roupas íntimas, depois as meias e pode até arrumá-las por cor, pode no meio desta arrumação toda descobrir que existem algumas peças de roupas que podem ser doadas que não te servem mais e estão em bom estado para dar a alguém ou estão em mau estado e podem ir diretamente para o lixo.

Às vezes nos apegamos a algumas coisas que na verdade só servem para ocupar espaço em nossa vida, né? E talvez, você não saiba mas elas não precisam estar na nossa vida para sempre! Continuando nesta organização, pode também mudar alguns móveis de lugar ou retirar alguns da sua vida se fizer sentido, porque não? Pode vender, doar, jogar fora, você é que sabe! Você decide, desde que se sinta bem em fazer isso e a minha experiência diz que estas pequenas mudanças em casa, refletem-se absurdamente na vida lá fora, pois vamos também organizando as nossas relações e os nossos costumes, as nossas amizades e relacionamentos e por aí fora….

Às vezes temos que parar e começar por algum lado, não acha? Pra mim, sempre faz sentido começar por casa, por onde me sinto bem, onde está o meu refúgio, os meus momentos de lazer e de descansado…. Adoro e simplesmente adoro!

A minha mãe estava certa em nos educar assim e já lhe agradeci mais de uma vez. Mas mal sabia ela que aquela simples atitude desencadearia outras maiores e melhores que somariam de alguma forma em outros grandes e importantes aprendizados.

Então, quer começar pela sala ou pelo seu quarto?

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EU LI O QUE ESCREVI (Ajustes) – 119/365

Eu posso dizer que hoje está sendo um dia MESMO especial! Um daqueles dias tão especiais que inspiramos e expiramos e sentimos a paz entrando e a confusão mental saindo…. Comecei o dia muito cedo, muito, muito e lendo aquilo que escrevi! Estou falando do meu plano de vida, das minhas estratégias, daquilo que construí no papel, coloquei data, motivos e caminhos. De tempo em tempo leio e releio para fazer os ajustes necessários.

Se neste momento te deu vontade de também reler os seus planos de vida, fico mesmo muito feliz, agora se você está se perguntando “que plano?Do que ele está falando?” Eita… aí precisamos ter uma conversa realmente séria, pois isso significa que está vivendo a vida por viver, um dia de cada vez e que o destino resolva por si!

Um dia em um atendimento online um cliente me disse que não queria ter um plano e que acreditava que a sua vida poderia sim estar nas mãos do destino. Ele se sentia melhor assim e ouvi-o por quase 40 minutos, com sua teoria e justificativas e acredite que todas elas faziam muito sentido. Eu fiz-lhe apenas uma pergunta direta e objetiva: “Porque me ligou e contratou esta sessão online?”

Ele sabia que tenho ajudado imensas pessoas a compreenderem as suas dores emocionais e a construírem a sua estratégia de vida, agora me contratou para eu dizer que concordo com ele? Ok! Eu disse que concordava, agora a segunda pergunta foi: “Você está alcançando os resultados que deseja?” E depois de um silêncio, ele disse que não!

Entregar a sua vida nas mãos do destino pode ser uma filosofia interessante, pode te dar uma liberdade extra e com certeza dá e pode até ajudá-lo a não assumir compromissos com a vida, já que depende do destino que tudo aconteça. Porém, se está certo disso, não questione jamais os resultados que o “destino” lhe venha entregar, né?

O papo foi super profundo e depois disso agendamos mais 1 sessão e outra. No final fizemos 5 sessões e conseguimos desenhar juntos um plano de vida com muita flexibilidade. Encerramos com ele satisfeito e autorizando-me a escrever em qualquer momento sobre esta experiência. Eu fiquei mesmo feliz, pois agora ele tem em mãos uma poderosa ferramenta para usar como desejar e sabe exatamente o seu propósito de vida.

Entende como faz muita diferença termos um plano em mãos?
Sou contratado por empresário, diretores de grandes empresas e pessoas que apenas querem empreender e abri um novo negócio. Em todos os casos estas pessoas sabem que precisam de um plano e uma estratégia bem definida, que precisam aprender a lidar com os ajustes e a olharem mais profundamente para suas vidas, pois se continuarem deixando que elas aconteçam sem planejamento continuaram a desejar coisas que nunca, jamais vão acontecer.

E o mais lindo de tudo isso é que estamos falando de um processo limpo, elegante que vai alinhando com tudo que você deseja e aos poucos percebe que ter janelas de tempo em sua vida, ser mais organizado e alterar o seu Mindset é a melhor coisa que você pode fazer se ama a sua vida, se ama a sua família. É incrível, como podemos ser melhores pessoas e sentirmos paz quando a vida está mesmo alinhada.

Não estou falando de planos mirabolantes para dominar o mundo ou se tornar num bilionário, ok? Apenas de planos para ser mais congruente, para não procrastinar, para começar algo e chegar até o fim… Estou falando de construir um plano de vida onde as suas metas são reais e são atingidas e você todos os dias se orgulhe de quem você é e porque faz o que faz.

Estou mesmo falando em ter prazer na vida e se sentir bem com você, com os seus e com o mundo à sua volta… Estou falando em ser feliz!

Busque aí dentro a sua força maior e perceba que pode organizar todos os seus pensamentos, desejos, compromissos e poder de realização!

Se não conseguir sozinho, lembre-se que contratar um coach pode ser “a” GRANDE solução! Eu estou à sua disposição, consoante a minha agenda é claro, e tenho grandes amigos que posso recomendar!

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Ela era tão NEGATIVA que quase chorei – 117/365

Ontem, depois da live terapêutica, recebi uma mensagem de uma pessoa que estava realmente muito mal, muito mal e acabei dando uma atenção especial a ela. Depois de ouvir as suas queixas, apresentei muitas dicas pensando que ela poderia quebrar alguns hábitos que a estavam impedindo de viver melhor e para tudo o que eu dizia, ela tinha um motivo para dizer que não ia dar certo.

A conversa estava MESMO desafiadora e percebi que quanto mais eu apresentava soluções, mais ela tinha um forte argumento alicerçado a uma história real (pra ela). Chegou um momento que tive vontade de chorar, senti que a minha energia estava baixando, pois ela era realmente muito boa naquilo! Arrisco em dizer que a maneira como ela escrevia e a rapidez das suas respostas, eu estava diante de uma sabotadora profissional, talvez com especialização em histórias negativas ou mestrado em vitimização, mas me parecia mesmo que era Phd em autossabotagem.

Deixei-a falando sozinha e fui para a varanda respirar um pouco e trazer uma versão diferente de mim para dar a volta aquele diálogo. Voltei agradecendo a conversa e dizendo que não tinha tempo para ajudar uma pessoa que estava fechada para ajuda, pois o seu maior objetivo era provar a qualquer custo que ela estava sendo vítima da vida, da sociedade, do mundo, de Deus e eu cobrava 150€ por hora e com certeza já tinha perdido ali mais de 200€.

Primeiro houve um silêncio da parte dela de uns 15 minutos até que então ela voltou, dizendo que não conseguia escrever e teve uma crise de choro, que precisava mesmo de ajuda e não estava vendo bem as coisas. 10 minutos depois lá estava ela tentando “controlar” a situação e voltar ao seu papel de “vítima” coitadinha, não sou ninguém e nada de bom vai acontecer….Coloquei-a mais uma vez em uma posição de escutar e prestar atenção e marcarmos uma sessão por Skype, já que ela mora fora de Portugal e vamos juntos encontrar uma saída.

Chamo a sua atenção para esta dica terapêutica pelo simples facto de estarmos rodeados de pessoas assim todos os dias e às vezes, “só” às vezes, damos ouvidos na intenção de ajudar a encontrar uma saída para que aquela pessoa saia do buraco negro e ela vai tocando em nossos dedos, na mão e quando passa da altura do pulso, toma com força o nosso braço e nos puxa para o mesmo buraco em que ela se encontra, pois precisa de um companhia para ouvir os seus lamentos e isso é simsim um perigo real e que devemos tomar cuidado.

Isso acontece muitas vezes em família, onde damos uma atenção especial aquele familiar ou companheiro (a) e não percebemos que aos poucos estamos entrando e entrando para um buraco onde sair depois se torna um tormento, pois nem percebemos como entramos, nem por onde estamos e às vezes nem sabemos exatamente onde estamos, apenas que estamos acompanhados e que ali não existe luz.

Muitas pessoas se alimentam deste padrão de ser vítima do mundo e vivem de sofrimento e eu (Eric Pereira), um dia já fui vítima e gostava de mostrar às pessoas o meu sofrimento. Talvez você já o tenha sido ou uma situação mesmo pontual e a única coisa que percebo e muito bem é que alimentar padrões doentes, apenas nos adoece mais, muito mais e não queremos na verdade isso, né?

Então a minha dica hoje é que fique alerta a estas pessoas e conseguimos identificá-las a milhas de distância e (por favor), não estou dizendo que deve se afastar delas, ok? Pode ajudar, mas precisa ser forte, ter as suas convicções muito bem resolvidas, compreender que elas possuem um poder fora do normal e se permitir mesmo que seja pouco, elas vão entrar na sua mente, vão te convencer de certas histórias e todas estas histórias vão fazer sentido, algumas podem até se misturar com a sua e logo estará concordando com elas. Nesse momento estará de mãos dadas acompanhando essa pessoa para este buraco negro e serão 2 pobres vítimas , ao invés de uma, então cuidado.

Ouvir estas pessoas e não as acompanhar faz muito, muito sentido pra mim depois que compreendo que cada ser humano tem o seu próprio processo e se ela está passando por isso é porque está em seu processo. Isso não significa que eu não faça parte do processo dela e pode ser que eu seja aquela pessoa que a vai ajudar a sair dali, porém inconscientemente ela pode querer me puxar e conscientemente eu preciso é estar atento a isso.
De outras pessoas, eu simplesmente me afasto e nada faço, pois sinto que não posso fazer absolutamente nada, mesmo acreditando que ela precise de ajuda! E faço isso por ser mau ou por não querer ajudá-la? Jamais… Falo isso justamente com a intenção de ajudá-la, pois às vezes a melhor ajuda que você pode dar a uma pessoa é não ajudá-la.

Agora se lendo esta dica terapêutica, você se identifica com a pessoa negativa e vê o mundo completamente diferente, estranho, negativo e até esta dica não é válida para ti, aí recomendo que busque ajuda profissional e mesmo que ache que não vai funcionar busque, pois pode ser que com o tempo tenha se tornado um especialista em autossabotagem e culpa sua ou não, saiba que pode virar a mesa, mudar o jogo, escolher avançar e vencer todas as suas partes que lhe impedem de ser uma pessoa melhor.

Eu Sou Eric Pereira, Coach, Hipnoterapeuta, Escritor do livro “100 Dicas Terapêuticas para Transformar” e Fundador do IPE – Instituto Ponto de Equilíbrio (Funchal e Lisboa)

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CUIDADO com as palavras… Elas podem se tornar VOCÊ. – 101/365

Dicas Terapêuticas

No meu primeiro ano morando aqui em Portugal, achava muito estranho a maioria das pessoas que eu convivia responderem (mais ou menos), quando eu perguntava: “Tudo bem?” Depois de uma certa intimidade com algumas pessoas, perguntava porquê sempre a mesma resposta se eu via que a vida destas pessoas estava bem?!

É claro que ouvi respostas diferentes, uns diziam que era um hábito, pois ela (nunca) estava como queremos realmente. Outros riam e diziam que era melhor do que “está ruim” e a maioria dizia que se dissessem que estava tudo muito bem, a inveja cairia sobre os seus ombros.

Eu (Eric Pereira) tinha um hábito em um passado distante de dizer que estava difícil, muito difícil, pois tinha às vezes a preocupação das pessoas me verem bem e pedirem dinheiro! É claro que com o tempo fui percebendo que podia até ganhar muito bem, mas a minha vida era cada vez mais difícil mesmo.

Descobri ao longo dos anos que podemos até ficar em silêncio, podemos não compartilhar com as pessoas os nossos planos e acho isso mesmo importante, porém dizermos que estamos mal, que a vida corre mais ou menos ou que está difícil, muito difícil é perigoso, pois vamos dizendo às pessoas e vamos ouvindo as mesmas palavras. Vamos dizendo ao mundo e permitindo que as palavras saiam pelo universo a fora…. Vamos jogando palavras ao vento e nunca sabemos onde este (vento) vai.

Estudei centenas de casos de pessoas que reclamam. Que reclamam para os seus familiares, amigos, estranhos que reclamam sozinhos e alguns até em voz alta. Estas pessoas têm uma negatividade tão grande que me custa estar perto delas, pois em pouco tempo estou maldisposto e me sentindo em baixo.

Elas parecem ter o dom de destruir a motivação alheia, pois a sua única missão é provar que a vida é difícil. Elas consegue fazer isso tão bem com a sua própria vida que têm a falsa ilusão que todas as pessoas precisam experimentar a mesma sensação. Algumas acham que todos que se dizem felizes à sua volta, estão mentindo ou que mais cedo ou mais tarde ainda vão experimentar o amargo da vida.

Palavras, palavras e palavras… Uma atrás da outra e vamos dizendo com uma intenção e nem percebemos que esta intenção logo se torna outra e começamos a ser reféns do que dizemos! (PAUSA). Percebe isso… “reféns” do que dizemos. Não é brutal isso? Pense com muita atenção por favor.

Nos tornamos reféns das nossas palavras! Hoje dizemos mais ou menos para não nos invejarem, amanhã justificamos a viagem que fizemos como “nem foi tão boa assim” para não entrar em detalhes, a seguir dizemos ao mundo que todo casamento é repleto de brigas e está tudo certo e logo estamos mergulhados em um emaranhado de situações complexas e não entendemos porquê.

Uma vez analisei isso com um cliente a fundo e percebemos que ele tinha tanto medo de ter que explicar para as pessoas a sua felicidade que respondia que as viagens nunca corriam tão bem, que tudo estava mal e depois de que a vida se tornou “estranha” vamos dizer assim, ele começou a refletir e chegamos à conclusão que foi simplesmente a sua maneira de falar que construiu a realidade em que ele estava quando chegou até mim.

Eu acredito que a palavra é TÃO PODEROSA que pode levar uma vida ao mais fundo do fundo do poço e que pode levar qualquer pessoa comum ao mais alto do sucesso e se não acreditasse (TANTO) nisso, jamais estaria aqui colocando palavras diariamente todos os dias na mente de vocês. Jamais teria escrito um livro com 100 Dicas Terapêuticas, sem contar as lives aos domingos e os meus podcasts.

As palavras têm um poder de adoecer ou curar! Depende da maneira como dizemos o que dizemos e desafio você neste momento para olhar para a sua vida! Olhe mesmo! Perceba mesmo o que tem acontecido de bom ou de menos bom e fique mais atento às suas palavras, à maneira como vê a vida e como se sente e depois faça a ligação entre um e outro.

Pode acreditar em algumas coisas e duvidar de outras, mas quero que se lembre apenas de uma – São as suas PALAVRAS! Você pode dizer o que desejar a quem desejar, mas lembre-se que o que está mais perto da sua boca são os seus ouvidos, ok?!

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Minha Sombra, Sua Sombra, Nossa ESCURIDÃO – 98/365

Jung dizia que cada um de nós projeta uma sombra mais escura e compacta quando menos encarnada se faz em nossa vida consciente. Essa sombra constitui, em todos os efeitos, um impedimento inconsciente que inibe as nossas melhores intenções.

Eu gosto muito, muito de falar de sombras de percebê-las e ajudar meus clientes a olharem com carinho para elas, já que a maioria nem sabe o que é uma sombra do ponto de vista terapêutico e alguns que possuem uma ideia, preferem ignorar, não aceitar ou simplesmente deixá-las guardadinhas de lado para um dia olhar para elas.

A primeira vez que ouvi o termo fiquei pensativo e tal como tudo o que me desperta curiosidade, mergulhei no assunto e percebi que já falava disso há muitos tempo, mas tratava como demónios! Dizia que existia uma parte minha que não era boa e precisa lidar com os meus demónios.

Sombras, demónios, lado menos bom, lado escuro, seja lá o nome que damos, todos nos temos um lado assim! Um lado sombra que, às vezes não percebemos, mas alimentamos este monstrinho que aos poucos vai crescendo e às vezes toma conta de tudo, acabando por fazer um estrago emocional que pode levar anos para ser reparado.

Sem querer entrar em termos religiosos, uma vez ouvi uma frase MESMO curiosa e peço que preste atenção na frase e na minha interpretação por favor! A frase foi: Sabe qual foi o maior golpe que Lúcifer deu? Convencer todos de que ele não existe! Quando ouvi esta frase, claro que ela estava dentro de um contexto maior e a pessoa dizia que já que não acreditamos no “mal” fica mais fácil ele entrar, atuar e fazer uma grande festa em nossa vida e nem nos damos conta da sua atuação.

Anos depois lembrei desta frase no mesmo instante que compreendi o conceito de nossas sombras. Quando a ignoramos, não percebemos, não entendemos, com absoluta certeza ela ganha força, pois se não olhamos pra ela ou a tratamos com carinho, estamos a alimentá-las sem saber que o estamos a fazer.

As nossas sombras vão sendo desenvolvidas desde a infância, como o nosso Ego e alguns defendem que ambos partem da mesma experiência vital. Claro que a construção e alimentação das nossas sombras depende de uma série de fatores, entre eles como o sistema familiar é construído.

Existem lares onde é comum a raiva, o ódio, a agressividade, a sexualidade e todo o sistema familiar vai sendo alimentado desta forma. Há famílias que brigam por tudo e já tive a oportunidade de atender clientes que cresceram (por exemplo) entre ambientes de brigas gigantes sobre partilhas de bens, em que os pais alimentavam o ódio e anos depois estes filhos já grandes continuavam a odiar, alguns a ensinar os seus filhos a alimentarem o ódio!

Tudo bem que a direção era outra, mas a base continuava a ser o ódio. Desta vez pelos políticos, pelo governo, pelo país, mas um ódio que muitas vezes escapava para dentro de casa e dele nascia uma violência doméstica ou algo pior.

Algumas vezes uma pessoa alimentou sua sombra por anos e depois percebeu que tinha algo conflituoso ali dentro. Quando começamos a trabalhar mais fundo para compreender as dores emocionais daquele indivíduo, percebemos que existe uma forte resistência de compreender, de se abrir.

Muitas vezes aqui falei sobre o Génio que habita no inconsciente e como o programamos desde pequeno com a ajuda dos nossos pais e educadores. É como se neste mesmo azul escuro também tivesse espaço para estes pequenos “monstrinhos” construírem a sua escuridão e quando vamos mais fundo nos deparamos (não) com um monstrinho, mas como uma série deles unidos, firmes e fortes trabalhando para impedirem que a compreensão e a sabedoria entrem ali.

Mais uma vez sem nenhuma ideia religiosa é como se estes “monstrinhos” se organizassem para que ali a luz da consciência não pudesse entrar, pois se iluminarmos uma sombra o que acontece com ela? Ela diminui, ela perde a força, ela pode enfraquecer.

Não acredito que a reconciliação ou fazer as pazes com os nossos demónios, com as nossas sombras, faz com que elas desapareçam… Não…. Porém muda completamente a relação que temos com ela e isso pode fazer a grande diferença. Conviver com elas, olhar de maneira mais carinhosa, dar a atenção que elas merecem, nos coloca numa posição privilegiada, pois não vamos alimentá-las para fortalecê-las, mas vamos alimentá-las com luz consciente para irmos aos poucos transformando-as.

Citando mais uma vez Carl Gustav Jung “a sombra só é perigosa quando não lhe damos a devida atenção”, agora quando olhamos para elas, quando tomamos consciência do que temos (dentro), começamos a perceber o nosso comportamento e permanecemos dentro dele apenas se desejarmos! Sinceramente, apenas se desejarmos.

Eu hoje olho para as minhas sombras com muito carinho e não gosto das sombras que vejo, mas a questão aqui não é gostar, no meu caso tenho nos últimos anos abraçados cada uma das minhas sombras e conversado com elas, alimentado com luz consciente cada uma delas e MESMO quando uma escapa e (tenta) tomar conta de tudo, respiro fundo, compreendo a sua ansiedade, mas já percebo que elas não conseguem ficar mais do que minutos “no poder” e sabe porquê? Porque elas não possuem a força que possuíam há anos atrás.

Para começar elas tinham mais poder porque eu nem sabia que elas existiam! Ou não desta força, com esta importância. Depois parei de ignorá-las e comecei a olhar pra elas com a mesma atenção que olhava para as minhas qualidades. Me esforcei para compreender porque algumas eram tão grandes e porque outras gritavam com a minha alma com tanta raiva. Aos poucos fui doutrinando, cuidando, iluminando e aos poucos vou aprendendo a viver com elas e elas comigo.

Minha Sombra, Sua Sombra, Nossa ESCURIDÃO me soa como a festa da ignorância, o encontro do caos, o concurso para disputarmos o poder invisível do nada, compreende? Agora se começarmos a olhar com carinho para estas sombras, quem sabe deixa de ser a nossa ESCURIDÃO para ser o nosso cantinho da aprendizagem, o ponto de luz ou até minha sombra, minha compreensão, minha ILUMINAÇÃO.

O facto é que gosto de acreditar que somos sempre os responsáveis pela nossa própria salvação!

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EU NÃO SEI todas as respostas. – 97/365

Alguns já sabiam disso. Outros podem até ficarem surpresos, mas eu não sei todas as respostas e apesar de um dia eu ter tido a vontade de ter todas, hoje me sinto confortável por não saber “ou” por acreditar que não existem (todas as respostas).

Outro dia uma pessoa que segue o meu trabalho me fez algumas perguntas e uma delas me deixou pensativo, justamente por acreditar que a minha resposta serve apenas para mim, que se encaixa exclusivamente na minha vida e na de mais ninguém, pois trata-se dos meus filtros, da minha experiência de vida e se eu respondesse aquela pergunta, não estaria respondendo à pergunta daquela pessoa, mas à minha.

Algumas pessoas entram em pânico por não saber o que fazer quando um facto acontece! E eu deste lado fico curioso, me perguntando se esta pessoa acha que ela é a única que se sente perdida neste imenso universo de perguntas, respostas e desencontros. Quando fui pai pela primeira vez nem sabia o que fazer com algumas das atitudes da minha filha e hoje 25 anos depois, continuo a não saber como agir.

Não tenho MESMO respostas para tudo e também nem sei se quero ter! Às vezes acho que me acostumei com a ideia de ver o facto acontecendo e mergulhar dentro dele para compreender melhor e ir resolvendo, ganhando experiência, ganhando sensações…. Obtendo a resposta. Outras vezes acho que não saber a resposta me dá a oportunidade de construí-la.

E claro que existe muitas situações que sei como responder e o melhor é que além de saber o que responder sei porquê e isso mostra que não estou no automático da vida!

Se neste momento ou em algum momento da sua vida, você sentir que não possui todas as respostas, se em algum momento sentir que o chão desapareceu, ok! Não se preocupe. Isso se chama vida e nem todas as pessoas sabem todas as respostas. A diferença é que algumas pessoas vão se desesperar, vão chorar, vão cair, vão se sentir “excluídas” e outras, ahhh outras vão respirar fundo, vão olhar melhor, vão perceber, vão buscar compreender o que fazer e mesmo quando não conseguirem vão buscar ajuda até terem a resposta.

A questão nunca é o que acontece contigo! É sempre o que você faz com o que acontece contigo! Isso é tão diferente, na realidade faz “a” GRANDE diferença e sem nenhuma dúvida percebemos isso, pois aqueles que buscam a resposta, que aprendem com a resposta, que mergulham “no” processo conseguem resultados que aqueles que paralisam jamais conseguirão.

É simples e mesmo não sabendo todas as respostas, não significa que estamos perdidos e pode se perguntar: “Qual o melhor caminho? Qual a direção certa?” E neste segundo pode sair de cena, se afastar um pouquinho e perceber quem sabe que a questão não é a resposta, mas a pergunta? Rssss!

Pode ser que ao invés de se perguntar qual a direção certa, você se pergunte: “O que tem no final de cada um destes caminhos? O que tem no início destes caminhos? Qual o preço de avançar pelo caminho a e o preço pelo caminho b? e a recompensa? E vale a pena? É mais complexo ou simples? Como EU me sentirei em cada caminho?” E por aí vamos seguindo…. Aprendendo, mudando as perguntas, ajustando as respostas, vamos descobrindo que a vida é melhor do que imaginamos.

Olha que legal…. Não precisamos saber todas as respostas! Isso não tira das suas costas uma brutal responsabilidade em relação ao (saber todas as respostas?) parece que quem sabe todas é melhor ou está melhor posicionado ou pior ainda, que estas pessoas merecem mais que as outras…

Eu, Eric Pereira não sei todas as respostas e quero que você saiba que me sinto bem assim!

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PODERES ESPECIAIS – 96/365

Aí você acorda um dia e percebe que o mundo está diferente e que tudo está colorido. Mais colorido, muito colorido e quando respira, percebe que o ar entra de uma maneira diferente, trazendo componentes que realmente limpam tudo por dentro e quando solta, parece que leva tudo aquilo que antes não fazia bem, que não fazia sentido…

E os pensamentos estão organizados, alinhados e agora começamos a entender todos os processos que estamos vivendo! Uauuu é MESMO incrível como a vida é linda e perfeita e mesmo dentro dos momentos que um dia julgamos (imperfeitos) ela é mesmo perfeita e agora SIM, faz todo sentido.

A sensação que tenho? Que possuo PODERES ESPECIAIS! Sério!
Agora a minha pergunta é e “se” você percebesse mesmo que possui poderes especiais? Poderes capazes de transformar completamente a sua vida e a de todas as pessoas à sua volta? Sinceramente, seria brutal não seria? Pois se prepara que tenho uma “forte” notícia para lhe dar!

Vou falar baixinho, ok? Então, imagine a minha voz baixinho no seu ouvido direito: “Sim! Possuímos um poder super mega especial.” (sorrindo neste momento).

Temos dentro de nós muitos recursos internos! Recursos capazes de transformar mesmo a nossa vida e por algum motivo os seus familiares e educadores “venderam” para ti a ideia de uma vida difícil e contoram histórias de sofrimento ou até de superação e você cresceu ouvindo isso e vendo na televisão jornais sensacionalistas falando sobre coisas ruins e quem sabe em algum destes momentos você acreditou que era assim mesmo?!

Agora eu quero te contar outro lado desta mesma moeda, ok? Nós somos dotados de um poder incrível que pode dar um significado diferente em tudo o que um dia foi ruim! Somos dotados de um “poder” invisível que contribui fortemente para sermos exatamente aquilo que acreditamos ser e é por isso que o grande Henry Ford dizia: “ Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.

O acreditar dispara em nós uma sensação tão PODEROSA que nos transporta para uma realidade completamente diferente e pode avaliar isso quando estamos apaixonados. Já percebeu que uma pessoa apaixonada ela vive em outro estado e faz coisas que não faria normalmente? Uma pessoa apaixonada está em um transe absoluto e tem dentro de si um poder que até hoje ninguém explica. Ela (ACREDITA) naquele amor.

E quando uma mãe vê o seu filho em perigo? Uauuu… Já estudei casos em que uma mãe que no dia a dia nem conseguia carregar um botija de gás com 13 kilos, levantou um carro sozinha para salvar a vida do filho! Ela usa uma força extra, incrível e sem pensar, pois, ela (ACREDITA) que precisa fazer isso.

Uma pessoa determinada a conseguir a promoção naquela empresa, trabalha mais que os demais, usa o seu lado criativo, faz acontecer e uma vez que (ACREDITA) que é possível, não mede esforços para alcançar os seus objetivos. É mesmo lindo acompanhar a trajetória de alguém que acredita e luta pelo que deseja na vida.

E pode se perguntar: “Eric, e como despertar este PODER ESPECIAL?” Eu acredito que existam milhares de caminhos para despertar, porém estar consciente na minha opinião é um dos melhores, pois quando estamos conscientes a magia acontece e percebemos claramente este “PODER” se espalhando em nosso corpo, clareando os nossos pensamentos e iluminando a nossa vida.

Quer despertar o seu PODER ESPECIAL? Comece acreditando que é possível e comece a prestar atenção em você, desde a sua respiração, às suas atitudes mais nobres e mais automáticas e logo perceberá conscientemente que a vida é tão linda, tão bela que vale a pena ser vivida!

A vida é mesmo boa, quando a vivemos na sua melhor e maior plenitude.

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Xô Preguiça! – 94/365

Dicas terapêuticas

Quem nunca deixou de lado algo importante porque foi dominado pela preguiça? Ou então deixou de ter um dia brutal e divertido porque a semana foi pesada e preferiu ficar em casa deitado no sofá brincando com o controlo remoto em companhia da amiga preguiça?

Lembro que há uma semana tinha viagem marcada para Lisboa às 21h e no dia anterior muitas vezes passou na minha cabeça ficar em casa de pijama até à hora de ir para o aeroporto. Não digo que às vezes não é bom fazer isso, pois acho que é mesmo e até precisamos descansar.

Porém quem disse que não podemos descansar nos divertindo ou saindo um pouco da rotina? Então com este pensamento mais forte, peguei a minha filha e logo às 10h estávamos nós embarcando num catamaran rumo ao meio do mar para vermos os golfinhos. Garanto que foi mesmo um passeio delicioso, onde rimos muito tiramos foto e descansei… Sim! Até dormi um pouco deitado na rede ouvindo o barulho do mar!

Depois almoçamos e levei-a a conhecer uma gruta em São Vicente, do outro lado da Ilha e ainda cheguei em casa, tomei banho e descansei antes de partir para Lisboa! Foi um dia diferente? Sim! Foi cansativo? Não! Foi mesmo uma daquelas experiências tranquilas, divertidas, que fizemos juntos e que vai ficar na nossa memória por muito tempo. Ainda no aeroporto eu pensava, como foi bom deixar a preguiça em casa e relaxar fazendo algo que de alguma maneira iria interromper o padrão! O hábito.
Às vezes deixar a preguiça de lado e mergulharmos em novas e saudáveis aventuras pode ser mesmo interessante e ajuda com certeza a melhorar o nosso humor, contribui para a nossa qualidade de vida e soma no nosso processo de felicidade.

A maioria das pessoas trabalha muito e estão sempre aproveitando todo o tempo que sobra para desmaiar em um sofá e babar enquanto o filme passa na televisão. Então porque não atribuir um pouco de qualidade de vida a todo este processo? Atenção que dormir é mesmo importante e eu já acordei muitas vezes às 5:30h da manhã para caminhar ou meditar e até para trabalhar e hoje durmo mais horas por noite e estas horas me fazem muitoooo bem, agora dormir bem e manter a preguiça aliada ao seu processo de vida? Nãoooo! De jeito nenhum, né?!

Outro dia conversava eu com uma cliente numa sessão online de coaching que a preguiça é muitas vezes a nossa maior distração, pois sentimos preguiça e viramos pro lado e logo deixamos algumas tarefas importantes de lado e quando percebemos abandonamos algumas coisas para (curti-la) e se perceber quanto mais ficamos preguiçosos, mais preguiça temos! Rs!

Então a minha dica terapêutica é que durma bem! Durma muito bem, descanse sempre que julgar necessário, mas abandone a preguiça! Se livre mesmo dela, pois ela só serve para te atrapalhar e transformar a sua zona de conforto num lugar um pouco mais confortável, um pouco mais preguiçoso.

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FAÇA a Diferença! Apenas Faça… – 93/365

Dica Terapêutica

Eu não sei quanto a você, mas eu adoro quando alguém faz a diferença na minha vida! Seja um amigo que me convida para jantar, seja uma estranha que me trata bem na hora que faço uma compra! Há pessoas que fazem o que devem fazer e há pessoas que fazem “a” diferença na nossa vida, né?!

Eu por exemplo compro todas as minhas passagens aéreas na agência de viagens Abreu, no shopping La Vie com a Ana Paula e porque isso? Porque ela me trata de maneira especial…. Além de fazer o que deve fazer, ela faz a diferença na minha vida e por isso sempre vou até lá!

Adoro ir no mesmo barbeiro e porquê? Porque além dele ter uma bela toalha quente no meu rosto sempre coloca um creme, faz uma massagem no meu rosto e tem um ótimo papo! Outro dia ele me pediu o meu cartão e, para minha surpresa, uma semana depois recebo uma mensagem dele no WhatsApp perguntando como eu estava? Quando eu ia aparecer…. Entende?

Agora do mesmo jeito que gosto que façam a diferença na minha vida, procuro fazer “a” diferença na vida das outras pessoas e isso parece viciante, pois quando começamos e percebemos o resultado que causamos nas pessoas, queremos sempre fazer +, pois é muito bom mesmo!

Eu gosto de escrever as dicas diariamente, porém sempre que posso escrevo um pouco mais e às vezes o meu entusiasmo está tão grande que aproveito e na sequência gravo um vídeo ou faço uma postagem especial. Eu gosto MESMO disso!

A maioria dos terapeutas simplesmente atendem e eu gosto muito de mandar mensagens perguntando se o cliente está bem, gosto de saber como os meus clientes estão se sentindo após a sessão, principalmente porque se antes dele voltar eu sei como se sente posso preparar uma intervenção diferente para obter um resultado diferente.

Sempre falo com a minha equipa sobre a importância de fazermos a DIFERENÇA na vida dos nossos clientes! Na maior parte das vezes eles chegam no nosso instituto desiludidos, carregando toneladas de culpa, medos, arrependimentos, tristes e “alguns” com receio por ter ouvido promessas de outros profissionais e nada ter acontecido e porque não podemos fazer um pouco mais do que somos pagos para fazer? Talvez um café, um chá, um pouco mais de atenção, um sorriso, alguns minutos do tempo da secretária (ouvindo) o cliente antes de chegar à sua vez de entrar…tudo isso pode fazer toda a diferença.

Fui convidado para fazer uma palestra numa empresa em Lisboa! Tinham 92 pessoas presentes, fui pago por 2 horas e meia de palestra e o tema foi Liderança! Presenteei cada um dos participantes com uma pen drive que continha uma sessão guiada de 45 minutos, 10 podcasts sobre liderança e um vídeo de boas-vindas no qual fornecia o meu email pessoal para que todos pudessem entrar em contato comigo. Já o trabalho da maioria dos treinadores começa quando eles sobem no palco e termina quando eles descem dele.

Agora o “fazer a diferença” constrói sem nenhuma dúvida um elo importante, uma relação de empatia e muitas destas pessoas acabam em algum momento se tornando clientes de outros produtos, potencias indicadores, seguidores nas redes sociais, amigos! Nunca sei o que vai acontecer depois e sinceramente pouco importa! O que realmente importa é que fez a DIFERENÇA na vida daquela pessoa e quando fazemos MESMO a diferença, o restante é consequência.

Vai por mim….Faça a diferença! Apenas faça! Se todos os dias fizer a diferença na vida de uma pessoa, imagine como será a vida destas pessoas? E a sua vida? Apenas faça….

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Você MERECE mesmo? – 92/365

Dicas Terapêuticas

Há 2 dias atrás uma cliente reclamava comigo sobre não receber das pessoas o carinho que ela “acreditava” merecer. Ouvi o seu belo discurso, porém a pergunta que tinha sempre em mente era: “Você merece mesmo?”

Algumas vezes queremos muito que aconteçam algumas coisas em nossas vidas e não paramos para pensar se merecemos mesmo que elas aconteçam. Isso me faz lembrar uma secretária que eu tive por 60 dias que deve ter reclamado 59 dias que eu não a valorizava e nesse curto período de tempo fiquei sempre pensando na sua reclamação e no quão injusto era o seu pedido se ela não fazia nada por merecer este “valor”.

Quem me conhece melhor sabe muito bem que além de reconhecer as pessoas eu sempre estou presenteando, pois acho que todos merecerem ser premiados pelos seus atos. Sei que alguns colegas meus pensam diferente e respeito isso, mas eles são eles e eu sou eu e está tudo certo! A questão aqui é que sinto algumas vezes que estamos afiados para exigir das pessoas, da vida, do universo e (exigimos) sem fazer a nossa parte, compreende?

Meu chefe não me promove e estou há 12 anos nesta empresa! Ok! Porém estar 12 anos em uma empresa “trabalhando”, fazendo o que se é pago para fazer, não é motivo para ser promovido! As pessoas acham que (merecem) sem merecer! O facto dele fazer aquilo que foi contratado para fazer todos os dias não garante que vai subir! Pode ser que outra pessoa entre depois faça o que deve fazer e “ainda” faça outras coisas extra para ganhar a atenção e a admiração dos superiores e (merecer) uma promoção!

E por favor não estou aqui falando em “agradar”, ok?! Estou falando em merecimento! Em caminhar um kilómetro extra….

O marido bebe todos os dias com os amigos, chega em casa e fala alto e briga com a esposa, não dá nenhuma atenção para os filhos e depois o filho cresce e não dá nenhuma atenção e o pai reclama que o filho não cuida dele, não o visita, não é um bom filho! Ele “acha” que merece, né?

A ideia aqui é apenas levar você a pensar profundamente sobre o assunto, pois exigimos muito da vida e acreditamos que ela tem obrigações para connosco, enquanto ela não tem nenhuma obrigação! Entende? Nós é que achamos e criamos um cenário na mente e depois queremos que se (materialize) sem merecermos!

Quer mesmo que as coisas aconteçam em sua vida? Faça por onde e não fique aí esperando que todos reconheçam em ti aquilo que não existe! Não podemos usar as milhas de um cartão para uma viagem se não viajamos e não (acumulamos) milhas. Não podemos querem que o mundo enxergue em nós aquilo que não somos na vida na real! Ser apenas em sua mente é muito diferente de ser mesmo!

Quando penso em discursar sobre merecimento é pensando nas pessoas que reclamam da vida, se vivem sendo coitadinhas, vítimas e que arrumam sempre uma desculpa para se sentirem diminuídas, enquanto na verdade nunca fizeram nada para serem valorizadas e se fizeram, não foi o correto ou suficiente.

É importante termos um certo discernimento na vida, não acha? Entrevistei outro dia uma moça para uma vaga de secretária em meu Instituto e durante a entrevista, peço para as candidatas defenderem “porque devo contrata-las” e esta moça baseou seus argumentos em sua honestidade e aproveitou para “vomitar” coisas de outras pessoas menos honestas, achando que eu iria ficar impressionado.

Penso eu que ser honesto não é uma qualidade é uma obrigação e não venha me dizer que o mundo está mergulhado em corrupção e ser honesto faz de mim uma pessoa melhor e que eu deva premiar os honestos! Não concordo! Isso não pode ser motivo de bater palmas! Ela está sendo apenas o que deveria ser! Talvez você ache que ela mereça, mas eu cá olho para esta “qualidade” e penso: “E? E daí?” No máximo, penso que bom que ela é como eu!

Então antes de reclamar da falta de amor, perceba se está dando amor! Antes de reclamar da falta de cumplicidade, perceba se está sendo mesmo cúmplice. Pense, mergulhe na (SUA) vida, sinta o que realmente acontece e escolha: fazer ajustes imediatamente ou continuar a fazer parte do grupinho de pessoas que reclamam de tudo e todos, os não merecedores!

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